quinta-feira, 30 de outubro de 2008

CARTA ABERTA DE CHICO CASTRO A EMERSON ARAÚJO II



Meu caro amigo Emerson

Se o SALIPI recebe dinheiro público (até aí tudo bem, é um dever do Estado cuidar da cultura), os organizadores têm o dever de ouvir a sociedade, no caso, os seus representantes culturais, quais sejam, os artistas, produtores de cultura e promoteres.

Aparentemente, o Salão é de reponsabilidade de um grupo de pessoas (Luiz Romero, Wellington Soares, Nilson Ferreira e Cineas Santos) que, a priori, fazem, discutem e analisam o evento. Certo? Errado. Quem decide tudo é o coronel Cineas Santos, um verdadeiro senhor da Casa Grande, que trata os seus amigos de geração como se fossem moleques da senzala, cabendo a estes apenas o acinte e o chicote do desprezo. É uma pena.

Posso até ser interpretado como um ressentido. E sou. Não tenho ressentimento quanto a assumir a minha condição de rejeitado. Afinal, é bom ser rejeitado.

Nunca me convidaram para o SALIPI e creio também que muita gente boa aí da província deserta (física e espiritual) nunca teve o nome cogitado.

Em compensação, fui convidado oficialmente pela Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro duas vezes (em 2003 e 2007), pela Feira Internacional do Livro de Havana (a segunda maior do mundo) e pela Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, além de muitas férias e eventos do gênero por este nosso belo país. Mas para o SALIPI, não.

Um dia meus filhos, curiosos, perguntaram-me: "Ué, pai, e o SALIPI"? E lhes disse: filhotes, o SALIPI é do Cineas"...

Eu acho o Cineas, sim, um cego. Ele se tornou um "intelectual" pela força e por uma imposição terrorista. Ninguém chega perto dele, tenho certeza, para que as pessoas não percebam o quanto é grande a sua ignorância. Não se trata de uma ignorância explícita, mas de uma falta de conhecimento que ele diz ter, e nunca teve, nem tem.

O Cineas não conhece a Literatura Piauiense, não conhece História do Piauí, tem um conhecimento modular da Literatura Brasileira, não conhece os clássicos da literatura universal, não sabe falar, nem entende os rudimentos do Latim, do Grego e do Hebraico... não conhece a produção teatral do Piauí...

Meu Deus, o que esse senhor sabe, afinal? Como pode então este Matuto de Caracol ter chegado ao posto em que chegou? Somente usando o argumento da força e não a força do argumento, suponho. E ainda: utilizando-se do medo que ele criou nas pessoas..."Lá vem o Cineas!!!!.. Então todo mundo se cala, vira o rosto para o lado, se esconde... Ele é o juiz, o dono da bola... a voz que faz calar todas as vozes...

No livro Os Donos do Poder, Faoro descreve muito bem este tipo. Lá, o escritor analisa a maneira como a elite brasileira se apropiou do bem público para fazer fortuna própria.

O Cineas, é claro, é uma pessoa honesta. Mas ele pega o dinheiro do contribuinte para fazer um evento, para depois tratá-lo como se fosse algo de sua propriedade, ou melhor, um bem de sua Casa Grande. É isso.

Tenho pena do Welligton Soares: um talento que se rebaixa aos caprichos desse velho senhor. Quanto aos outos organizadores, não os conheço, aliás, conheço-os mais pelos seus efeitos do que pelos seus feitos.

Um grande abraço, Chico Castro.

PS.: Faça as correções... O Kenard foi quem colocou carta aberta... eu apenas escrevi para você. Se quiser publicar, ponha mais fogo nessa fogueira.

(Imagem e texto retirados do blog Kenard Kaverna, entre sem bater, endereço ao lado)

SEM POLÊMICAS

Agora, concordo, com meu amigo Airton Sampaio, a Fazenda Piauí pulsa quando se toca em algumas feridas abertas no plano cultural/literário. Percebe-se nisso, ainda, os orgulhos feridos, "os roeres de corda" como diria Jonas Filipe (meu caçula) postos. E uma defesa sem sentido sobre o óbvio. Aliás o óbvio sempre foi chato, por isso eu o renego.

Usando a primeira pessoa, sem medo de nada mesmo, já apanhei na cara feito um condenado, quero defender, aqui, a liberdade de expressão na sua integralidade, independente de reações impulsivas parta de onde partir. Portanto publicar o e-mail de Chico Castro no meu blog foi uma opção minha, particular, sem ingerência de ninguém. E vai ser assim, não renego a liberdade de expessão em nenhuma hipótese, é ela que me faz viver intensamente.

Outra coisa, quando eu respondi o e-mail do Chico Castro e falei da minha decepção sobre a formatação do SALIPI nos anos que se seguiram o primeiro Língua Viva no qual participei como expositor, foi no sentido de que esta afirmação pudesse contribuir na mudança de rumo do mesmo, principalmente em abrir mais espaço para o autor piauiense, só isso. Não tenho nada no plano pessoal contra Cineas Santos, meu ex-professor nem contra os colegas Luiz Romero, meu amigo de profissão ao longo destes 28 anos de magistério, bem como, Wellington Soares (a quem devo favores, meu amigo, também) nem do Nilson Ferreira outro colega dileto. Mas o SALIPI precisa mudar de rumo, gostem ou não, ele precisa sair do clima de cursinho de escola privada e ir mais além.

Isso é opinião, pode ser acatada ou não, agora encerrar o debate por causa dos ícones, não é justo. Ainda bem que nunca pertenci a nenhum grupo de ativismo cultural de Teresina na década de 80. Mesmo porque sempre fui muito tímido e extremamente arredio. Por isso, que não me aproximei nem de grupo A ou B, fiquei na minha , e fiz muito bem por isso.

Portanto, mais uma vez, sou obrigado a concordar com meu amigo Airton Sampaio que diz que precisamos ficar adultos diante de algumas verdades, feridas abertas pela intransigência e pela degola. Não me preocupo muito, também, em participar de nada no plano cultural desta província, a prova disso é que me ausentei 25 anos dos embates culturais/políticos para me dedicar a carreira do magistério a praia que mais gosto de visitar. O resto fica para quem gosta de holofotes e acreditar que é o Dom Quixote da vez.

(Texto retirado do blog do Émerson, endereço ao lado)

EU DISSE NO BLOG DO ÉMERSON

Amigo Emerson, há tantas verdades duras, mas verdades, nesse e-mail do poeta Chico Castro para vc que eu, se enviado o fosse a mim, não sei, na minha extrema covardia, se o postaria.

É que por aqui na Fazenda Piauí se sacraliza tanta gente que qualquer verdade dita, ao invés de gerar a necessaria reflexão, produz é inimizade e rebanadas infantis.

O Salipi há muito que precisa ser repensado em vários aspectos, como por exemplo a presença de tantos forasteiros medíocres, mas se se dizer isso lá vem a eterna ladainha de que se se está boicotando o Salão etc, etc, etc.

Está também comercial demais, apesar das despesas, ninguém desconhece, serem elevadas. Depois, quem faz faz PORQUE QUER: então seria bom parar com essa história de Dom Quixote (eu nunca acreditei nessa idiotice que para mim só cria um vitimismo lamentável) e de se ficar com beicinhos amuados de meninosinhos com calundus a qualquer crítica, por menor ou maior, justa ou injusta, que seja.

Verdades, verdades, verdades... Verdades tão verdadeiras quanto a importância imensurável do Salipi, que só não pode estar é acima do bem e do mal porque A ou B participa "quixotescamente" da sua organização.

Se há tanto sofrimento assim na realização do Salipi (aposto que dá mais prazer que dor!), então, ora bolas, que se não o faça. O que não dá pra aguentar é o nhenhenhém lamentoso de todo ano, assim como ocorre com o Salão de Humor...

Quando é que vamos nós, principalmente eu, ficar adultos? Abração!

(Texto retirado do blog do poeta Émerson Araújo, endereço ao lado)

UMA POSSÍVEL RESPOSTA A MEU AMIGO CHICO CASTRO



Caríssimo Chico Castro, meu amigo,

Abri o e-mail que você me enviou nesta manhã e me deparei com algumas verdades embutidas nele, que não tinha me dado conta ou, talvez, não tivesse coragem de postular por aqui ou em outros espaços.

Agradeço as deferências sobre o meu blog, primeiramente, o que me agradou bastante partindo de um amigo sincero ao longo dos anos, um intelectual estudioso, um pesquisador nato, um poeta que me deu o prazer na parceria do livreto As Pedras da Aurora na década de 80.

Mas voltando ao bojo do e-mail/carta percebo que você mexe em algumas feridas abertas sobre a nossa geração (não vou rotulá-la), incompreendida até hoje como agrupamento de renovação estético/semântica da literatura piauiense contemporânea.

Devo ainda concordar com você sobre a força do conto como espécie literária nesta geração esquecida e sem medo de errar, também, reconheço que os membros da Confraria Tarântula (Airton, João Luiz, Bezerra e Leonam) representam no cenário da contística brasileira atual o melhor do que se pode encontrar. Apesar da parca crítica literária que existe por aqui, ainda.

Não quero legislar em causa própria, mas a poesia deste agrupamento de literatura contemporânea piauiense, desta geração foi um tapa grande na cara de várias coisas por aqui, também. Fizemos parte disso como militante/autor e como codificador/impulsionador. A poesia sempre vai revolver como tem dito Wiliam Melo Soares, outro que continua resistindo, como nós. Ela precisa ser discutida, porque deu o tom da dissonância estético/semântico deste momento. Somos suspeitos de dizer isso, mas fazer o quê, né!

Por fim, meu querido amigo e irmão, quero te confessar que participei do primeiro Língua Viva seminário que deu origem ao SALIPI e naquele ano acreditei que este evento estaria sacudindo a cidade com a intensidade de dsicussões, propostas que apontassem caminhos para leitura, o ensino da língua, a literatura. A primeira experiência prometia isso. Contudo, ao longo dos anos, este espaço de discussão passou a ser uma sala de aula de cursinho massificada. E o que é pior, desarrumada e sem muito rumo. O que eu vi neste último, por exemplo, foi o tempo/espaço dado ao autor piauiense reduzido. Estive no auditório do Centro de Convenções ouvindo a fala do jornalista Washigton Novaes gerando uma sonolência desgraçada. Porém, Chico Castro, não se espante porque os discípulos são piores do que no passado. Ah, o SALIPI, hoje, também, sofre da oficialização, portanto, não está em nossa direção que fizemos sempre o oposto. Assim lá a não ser que mude de rota se abrirá algum túnel para a nossa geração. E graças a Deus por isso!

Deixo ainda para você aqui a certeza que precisamos abrir canais alternativos para que o Piauí possa conhecer na sua integralidade um grupo de jovens que propôs o diferente, o revolucionário em todas as esferas na busca de uma satisfação estética e plural. Fazemos parte dele e isso me alegra tremendamente.

Um abraço fraterno,

Emerson Araújo

(Foto e texto retirado do blog do poeta Émerson Araújo, endereço ao lado)

E-MAIL DO MEU AMIGO E IRMÃO CHICO CASTRO



Meu caro amigo Emerson,

Foi com indizível alegria que li o seu blog.

Parabéns!

Não foi menos exitoso ver textos, poemas e fotografias dos seus e meus amigos de geração. É admirável perceber a sua laboriosa atenção voltar-se, muitos anos depois, e sempre, para a propagação de idéias e de ideais de um grupo de pessoas que há anos vem lutando pela inserção de uma cultura de alto nível no corações e nas mentes dos mais variados leitores.

Vejo tudo com muita alegria.

Os textos do João Luiz, do Leonam (M. de Moura Filho) e do Bezerra são a prova mais fiel de que se trata de uma geração de ouro do conto piauiense.

Posso ir além: os três, ao meu ver, representam o que de melhor há na narrativa curta contemporânea brasileira.

O Airton Sampaio, mais arredio, me surpreende pela sua capacidade de compreender a produção recente do nosso Piauí, sem dramas, nem recalques, muito acima das igrejinhas e das amizades forjadas à mesa de bares.

O que me impressiona é que, essa geração não é ouvida quando se tem a oportunidade de assim fazê-lo, como é o caso do SALIPI, face a truculência do Cinéas, que faz do Salão uma propriedade sua, e não da sociedade piauiense.

Posso até estar enganado. Mas o que eu ouço falar desse senhor, é bomba de arrasar quarteirões... joga farpas em quem produz e manda flores para quem, sem nada fazer, como ele, fica na torre de marfim apontando os prováveis defeitos dos outros....

Por que o SALIPI não faz homenagens à geração do conto piauiense de 1970 até os dias de hoje? Não seria um belo tema para o Salão? Por que não pensar nos poetas da chamada Geração pós- 69, que eu chamo de geração da "trepadinha"?

Não foi o Paulo Machado quem inventou tal nomenclatura? Se tivesse sido eu, até poderia ficar calado...

É espantoso quando se fala ainda em conquista de espaço para uma geração tão brilhante como foi e tem sido a dos anos 70 no Piauí!!!!! É isso.

Continuo sem saber escrever.

Tenho dúvidas cavalares quanto a conduta culta da Língua Portuguesa.

Faça as correções que se fizeram necessárias.

Um grande abraço

Chico Castro

(Foto e texto retirado do blog do poeta Émerson Araújo, endereço ao lado)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AI...


Foto: Uol

Em São Paulo, finalmente o povo relaxou e... GOZOU!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

TREM DA DESFAÇATEZ

Não será, se acontecer, e o diabo é que duvida que não vai acontecer, afinal estamos no Piauí, não será apenas mais um comunzinho Trem da Alegria. Essa história de readmitir no Tribunal de Justiça do Piauí gente que de lá foi JUSTAMENTE expelida por instâncias superiores pela ausência do requisito elementar, democrático e constitucional do concurso público é UMA DESFAÇATEZ! Ora, bolas, por que não estudam, esses apadrinhados, como todos os mortais? Clientelados, é uma delícia estudar!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PROGRAMA DE CULTURA ou AS HIENAS DO BNB


História do Piauí (Capa: Amaral).
Reprodução: Kenard Kruel.

Acabo de receber um ofício do Banco do Nordeste do Brasil S. A comunicando que o projeto do livro "História do Piauí", que apresentei para financiamento, pelo Programa BNB de Cultura (SIC!), para realização em 2009, não foi, sequer habilitado, por "Ausência, no orçamento, da previsão dos impostos previstos por Lei". Interessante que, na ficha de inscrição, não há nenhum campo para a deducação dos impostos e muito menos alguma coisa chamando a atenção para eles. Nas instruções, logo abaixo da ficha de inscrição, no campo 7, parte orçamento, eu li lá:

Descreva de forma clara, quais os itens de despesa previstos no projeto, inclusive impostos previstos em lei.

Exemplos:
-Impressão de cartazes – R$ 800,00
-Criação e confecção de figurino – R$ 3.500,00
-Sonorização de espetáculo – R$ 900,00
Quanto mais detalhada essa descrição melhor será o entendimento do orçamento por parte da comissão.

Incluir TODAS as despesas previstas, inclusive aquelas destinadas a eventos de lançamento e divulgação (banners, coquetel, cartazes etc.)

No Edital, encontrei o seguinte, a respeito destes impostos:

Contratação e Desembolso
A relação dos projetos contemplados no Programa BNB de Cultura 2009 será divulgada em 28 de novembro de 2008. Os contratos de patrocínio serão firmados e desembolsados impreterivelmente no período de 02 de janeiro a 30 de junho de 2009, podendo sua execução estender-se até o dia 30 de junho de 2010.

A contratação e o desembolso do patrocínio a um projeto selecionado no Programa BNB de Cultura estão condicionados ao fato de o contemplado estar em situação regular com suas obrigações fiscais, nas esferas municipal, estadual e federal. A liberação dos recursos aprovados se dará única e exclusivamente mediante crédito em conta-corrente aberta no Banco do Nordeste, de titularidade do proponente contemplado. Para instituições de natureza jurídica de atividade lucrativa, também será necessária ao desembolso a apresentação de nota fiscal no valor do patrocínio aprovado.

Serão descontados do valor total do patrocínio os impostos previstos por lei, em níveis municipal, estadual e federal, conforme tabelas abaixo. As retenções obedecerão às eventuais alterações dessas alíquotas. Não incidirão impostos para Entidades sem Fins Lucrativos, desde que se comprove a isenção nos níveis federal, estadual e/ou municipal.

ALÍQUOTAS DE RETENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA (FEDERAL) – conforme tabela progressiva mensal abaixo reproduzida, para fatos gerados ocorridos no ano-calendário de 2009.

Pessoa Física:
Base de cálculo em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$
Até 1.434,59 : Alíquota %: - / Parcela a deduzir do imposto em R$: -
De 1.434,60 até 2.866,70: Alíquota %: 15 / Parcela a deduzir do imposto em R$: 215,19
Acima de 2.866,70: Alíquota %: 27,5 / Parcela a deduzir do imposto em R$: 573,52.

Pessoa Jurídica:
Retenção de 4,8%

Obs.: Empresas optantes pelo SIMPLES NACIONAL não incidirão impostos dessa natureza, mediante apresentação da declaração constante do inciso XI do Art 3º da Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004;

ALÍQUOTAS DE RETENÇÃO DO IMPOSTO DE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO – ITCD (ESTADUAL).Proponentes de qualquer natureza (jurídica e física)
- 2% para base de cálculo até 25.000 UFIRCE; e
- 4% para base de cálculo acima de 25.000 UFIRCE.

Valor da UFIRCE em 2008: R$ 2,0883 (Instrução Normativa nº 32/2006, da SEFAZ-CE).
ALÍQUOTAS DE RETENÇÃO DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISSQN (MUNICIPAL)

Pessoa Jurídica
De acordo com a alíquota do município onde o projeto será realizado.

Observe que este Cavalo de Tróia, que é o Programa BNB de Cultura, foi feito mesmo para não ter a sua finalidade satisfeita e sim para que os burocratas que infestam órgãos e entidades deste país de macunaímas, como hienas (muito bem remuneradas), riam da cara de nós outros mortais. O Cavalo de Tróia, com este item acima, não se espantem não, foi feito destinado às pessoas que labutam com letras e artes. Não, não, não se destina a matemático, físico, estatístico, engenheiro, contabilista, administrador, advogado, bancário, perito contábil, agente da receita federal, fiscais de impostos PeTralhas etc. O alvo é: contista, crônista, poeta, bailarino, ator, diretor, pintor, desenhista, escultor, músico, cineasta, fotógrafo, museólogo, enfim, produtor cultural e artístico. Pessoas que amam, adoram, comem, bebem, dormem todos os dias, noites e madrugadas adentro com cálculos e mais cálculos diabólicos como estes das hienas do BNB apresentados acima.

No meu caso, estava solicitando apenas o patrocínio para a impressão do livro, porque todo ele já está pronto (passou pela pesquisa, redação, revisão, diagramação, ilustração, capa, programação visual. Está, como chamamos, em fase de boneca - modelo - pronto para ir para a gráfica, apenas). Eu não preciso de mais nada, apenas pagar a editora gráfica, como é o caso da Halley, por exemplo, para imprimir o livro, que é isento de impostos. Pois é! Até mesmo porque um país era para se fazer com homens e livros, como queria o Monteiro Lobato. Entretanto, um país é feito, infelizmente, de homens e hienas do BNB.
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Depois, se os impostos dos PeTralhas já estão previstos em Lei - e Lei se cumpre, a não ser que se queria enfrentar, por exemplo, o artigo 330 do Código Penal, para que diabos esta exigência que fere de morte o moribundo já do desgraçado do produtor cultural e artístico? Respondo: tenho na ponta da língua: Porque hienas burocratas do BNB, podendo atrapalhar, por que não complicar?
..
No meu caso, trata-se de um caso específico, porém as hienas do BNB o igualaram aos demais. O igualaram não, o desigularam diante dos demais. Meu projeto não mereceu sequer ser habilitado para análise de conteúdo. As hienas o devoraram em banquete de podridão bem animalesca mesmo na mesa da tecnicidade servida à base de arrogância e prepotência totais. Digo isso porque, em telefonemas, junto ao setor competente (85 3464 3182 - 85 3464 3242 - 85 3464 3552), além de terem desligado o telefone na minha cara (educadamente, porque as hienas do BNB não fogem à regra dos bons burocratas - são todos bem educados - e metendo o dedo naquele lugar da gente, por trás, por trás mesmo, sem dó nem piedade!), pelas insistências em querer compreender a merda deste Programa BNB de Cultura (que deveria ser da Cultura da Empulhação, do Engôdo, da Humilhação, do Desprezo da Arte pela Arte e não das Artemanhas do hoje, do amanhã e sempre), o que eu mais ouvia era: mas isto está no edital, mas isto está no edital... Cacete, e para que serve a ficha de inscrição? Se este assalto aos nossos bolsos que são os impostos (que alimentam os mensalões e outras PeTralhadas mais) é tão importante assim, deveria estar num campo específico da ficha de inscrição - Deducação dos Importos - dos PeTralhas. Não está. Não está mesmo! Mário de Andrade dizia: todo difícil é fácil, abasta saber. Tente ler um edital, seja de que seja. Eu, que tenho formação jurídica, sofro que só suvaco de aleijado para enteder edital e não entendo, imagine quem é leigo no assunto. Ora, e ainda mais se tratando de pessoas ligadas às letras e às artes que são pessoas desligadas desta avenida larga do Dura Lex Sed Lex.

Pois bem, eu dancei por conta dos impostos dos PeTralhas. Porém, quem perdeu foi o BNB porque não terá a sua logomarca no meu livro, didático, feito em colaboração com o meu irmão historiador Gervásio Santos (Mestre em Educação, em via de Doutorado) e analisado por diversos professores de História do Piauí e dalém terra de Manu Ladino (com seu representante mor índio Wellington Dias no Governo do Estado). O meu livro, que será impresso, custe o que custar, será, com certeza, adotado nas escolas públicas e particulares do Piauí. Ou seja, as hienas do BNB passarão. O meu livro passarinho!

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

(Mário Quintana).

Por fim, o ofício, de Fortaleza, datado de 10 de outubro de 2008, só me foi entregue hoje, às 12 horas (da manhã). Por ele fiquei, finalmente, sabendo a razão de não ter tido o meu projeto sequer habilitado para análise de conteúdo. As hienas do BNB, que encontram Dura Lex Sed Lex em tudo por tudo para o gozo animalesco delas (e aqui peço perdão às verdadeiras Hienas), poderiam ter envido este ofício no dia do resultado. Poderiam, de acordo com a Dura Lex Sed Lex, ter me dado prazo Dura Lex Sed Lex para ampla defesa e o contraditório, direitos que estão lá na Dura Lex Sed Lex. Não, as hienas do BNB não podem perder o prato final da sobremesa que é o riso da maldade de saber que, em algum canto, de algum lugar, uma pobre alma penada sofre a decepção de não ter tido sequer a oportunidade de ter tido o seu projeto habilitado para análise de conteúdo.

PS: Estou esperando processo. Quero ir aos Tribunais. Quando terei a oportunidade eu rir meu riso de desprezo nas caras dos Hienas do BNB e de seus representantes legais. Sei que pagarei preço alto, porém, quero ser processado e ir ao Tribunais, custe o que custar.

PS 2: Hienas do BNB, a partir de hoje, me tenham como inimigo do mais Kruel. Minha vingança será malígna!... Vou lançar meu livro na porta de cada agência do BNB, com cartaz e distribuindo panfleto, desmascarando as máscaras das hienas do BNB. Que todas (as hienas do BNB) tenham morte lenta e dolorosa, de preferência por câncer naquele lugar, de onde sai a feze humana.

PS 3: Diversas autores estão dando informação que existem projetos seus, aprovados desde 2005, que não foram executados ainda por conta das armadilhas e dos campos minados alojados na malha fina do Sed Lex Dura Lex das hienas do BNB. É isso, aos vencedores, as batatas machadianas!

PS: Às vezes, quem perde ganha. Eu ganhei o dia de hoje por ganhar mais um inimigo para o meu caderno de inimigos mortais: as hienas do BNB. E tem mais, vou abrir uma conta no BNB só para ter o prazer de fechá-la depois. Eu sou assim: comigo 8 são 80! Ninguém segura um leonino puto de raiva, raiva não, ódio mortal mesmo das hienas do BNB. E chega, que já estou enfartando e não quero servir de carne seca para as hienas do BNB.

(Retirado do Blog Kenard Kaverna, entre sem bater, em 23/10/2008)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

M. DE MOURA FILHO


Foto: Sarah Brito (retirada do blog Vida Noves Fora Zero)

Segunda-feira o bom amigo, ótimo advogado e excelente escritor M. de Moura Filho faz anos. Parabéns, contista! E bola pra frente, que um tarântula é um tarântula é um tarântula...

QUEM É MESMO ESSE TAL DE SOLDA?

É no que dá o nosso Complexo Piauiês de Vira-Latas... Quem é mesmo esse tal de Solda? O cara tem um blog idiota e se acha o rei da cocada preta... Eu, meu caro M. de Moura Filho, é que nunca perdi meu tempo visitando certas porcarias, a não ser quando publicaram uma foto minha, coisa que eu jamais pedi, com o nome errado. Afinal, quem é mesmo esse tal de Solda?