Puxado para o âmago de teu corpo magnífico
por par de lindos olhos de ressaca os teus
adentro-te em ti todo e pleno e inteiro
de amor, ai, de amor perdido
Como resistir, ah, como recusar
o infinito prazer presente
(germe do futuro infortúnio)
se teus olhos fatais viCIAM
se teu belo corpo insiNUA...
Sem alma mais nenhuma
que se em mim ela havia esta
agora é tua que, desalmada,
não me ama, eu que a ti
aclamo
proclamo
venero
Sob teus pés um pobre homem
de amor tomado eis
o invadido peito
ao teu implacável punhal oferecido
cordeiro
vassalo
escravo
capacho de teus olhos e seios e coxas e sexo e
língua mui molhada e mui mordidos lábios
eu uma louça quebradiça
eu um brinquedo de talo de buriti
eu, princesa, exagerado
sim, jogado a teus pés eu sou mesmo exagerado...