Mostrando postagens com marcador Arte literária. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Arte literária. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

CONTETO DE NATAL

--- Não vim aqui, Juliana, comer peru.
--- Acabou, José. Tou em outra.
--- Maior que a minha?
--- Melhor.
--- Por acaso o babaca suga o vinho espalhado aos poucos ao redor da sua xota?
--- Isso e muito mais.
--- Juliana, você me mata.
--- Ano novo, vida nova.
--- E eu, o deus de sempre?
--- Agora é ele, o João. Adeus.
--- Juliana, eu...
--- Espera aí, cara, ela é sua ex-mulher, não?
--- Ex uma porra, seu...
Aí um corpo estendido, não mexam no presepinho ensanguentado, deixem essa árvore toda quebrada quieta, fotografem tudo, alguém por favor diga à merda desse vizinho para parar de repetir esse troço, Noite feliz,
Noite feliz,
Pobrezinho...       

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A PREGUIÇA, conto de M. de Moura Filho

Deitado. Aquele músculo flácido sobre a bolsa escrotal. Inútil? M., ao seu lado, ressonava. Negara sugá-lo. Pediu então que o manipulasse. O dia cheio, a desculpa. Filha da puta!

(Texto publicado originalmente em BlogdoMdeMouraFilho)

sábado, 21 de novembro de 2009

UM CONTO TARANTULARMENTE PÓS-MODERNO

CÔNJUGES

“¿Pó de cacos de vidro na comida dele?”
É tiro e queda.
“¿E depois, casamos?”
Não antes do seu luto fechado e muita lágrima em público.
“¿E depois?”
Aí eu, a grana e você... Vidão!

Publicado originalmente em http://confrariatarantula.blogspot.com

domingo, 23 de novembro de 2008

ARTE ANAGRÂMICA!

"O diabo na rua, no meio do redemoinho..."
(Guimarães Rosa)