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domingo, 25 de março de 2012
LAÇOS DE SANGUE
Maria da Fé, CID10F31 > Maria da Fé Filha, CID10F31 > Maria da Fé Neta, CID10F31, não teve filhos ela, linda qual uma utopia, ela, a mais bela das desdenhosas, ela, capricorniana da gema, não transmitiu ela, resoluta, a nenhuma criatura o legado da nossa miséria...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
AULA MAGNA
Boa noite!
Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis, Machado de Assis.
Boa noite!
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Boa noite!
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
CONTETO DE NATAL
--- Não vim aqui, Juliana, comer peru.
--- Acabou, José. Tou em outra.
--- Maior que a minha?
--- Melhor.
--- Por acaso o babaca suga o vinho espalhado aos poucos ao redor da sua xota?
--- Isso e muito mais.
--- Juliana, você me mata.
--- Ano novo, vida nova.
--- E eu, o deus de sempre?
--- Agora é ele, o João. Adeus.
--- Juliana, eu...
--- Espera aí, cara, ela é sua ex-mulher, não?
--- Ex uma porra, seu...
Aí um corpo estendido, não mexam no presepinho ensanguentado, deixem essa árvore toda quebrada quieta, fotografem tudo, alguém por favor diga à merda desse vizinho para parar de repetir esse troço, Noite feliz,
Noite feliz,
Pobrezinho...
--- Acabou, José. Tou em outra.
--- Maior que a minha?
--- Melhor.
--- Por acaso o babaca suga o vinho espalhado aos poucos ao redor da sua xota?
--- Isso e muito mais.
--- Juliana, você me mata.
--- Ano novo, vida nova.
--- E eu, o deus de sempre?
--- Agora é ele, o João. Adeus.
--- Juliana, eu...
--- Espera aí, cara, ela é sua ex-mulher, não?
--- Ex uma porra, seu...
Aí um corpo estendido, não mexam no presepinho ensanguentado, deixem essa árvore toda quebrada quieta, fotografem tudo, alguém por favor diga à merda desse vizinho para parar de repetir esse troço, Noite feliz,
Noite feliz,
Pobrezinho...
terça-feira, 12 de outubro de 2010
ALÉM
Desde crianças, a porta, aquela, fechada, a sete chaves.
“Que nunca se tente, nem em sonho, abri-la.
“?”
“Mistério, meu filho. E com porta fechada assim a sete chaves não se brinca.”
“Ninguém nunca...”
“Não. Desde o trisavô do seu bisavó do seu avô do seu pai... E assim deve ser. Com essas coisas não se mexe.”
Agora, já muito velho para temer e sem nem mais a desculpa da falta da sétima chave, por que não girá-las, nesta fechadura, mesmo tão trêmula a mão? Uma... Duas... Três... Quatro... Cinco... Seis... Sete... Empurro-a, a ansiedade
(o nome mais belo do medo)
que nem garras cravadas no humano peito... Um jato de luz, ofuscante. Aos poucos, ando. Desço escada em espiral. Sob penumbra, infinito corredor. Subo escada em espiral. Infinito corredor, sob penumbra. Desço escada em espiral. Corredor, sob penumbra, infinito.
(Ecos das leitura de Borges?)
Giro... Giro... Giro... Giro... Giro... Giro... Giro... Empurro-a, o medo
(o nome comum da ansiedade)
que nem garras cravadas no humano peito... Onde o jato de luz? Ligo a lanterna. Vasculho, crescente a agonia. Um quarto? Ora, um quarto! Apenas esse quarto vazio? Não! Não!!, eu urro Não!!!, o peito pleno de mágoa, mas ouvidos não ouvem, não querem ouvir. Quedo-me. Choro. ?Como pude crer
(pensando bem, foi melhor assim)
que o velho Astolfo errava quando na verdade não errava o velho Astolfo
(pois muita merda não fiz por esse outro lado da porta intimidado)
e o velho Pedro não errava quando na verdade errava o velho Pedro?
(Astolfo e Pedro, cabeças muito brancas
((disso lembro bem))
(eram)
((e de uns tempos pra cá essa hipótese cogito))
(talvez não Astolfo e Pedro, mas ora Astolfo, ora Pedro)
!A montanha
(((terrível era confirmar)))
parira um rato!
“Que nunca se tente, nem em sonho, abri-la.
“?”
“Mistério, meu filho. E com porta fechada assim a sete chaves não se brinca.”
“Ninguém nunca...”
“Não. Desde o trisavô do seu bisavó do seu avô do seu pai... E assim deve ser. Com essas coisas não se mexe.”
Agora, já muito velho para temer e sem nem mais a desculpa da falta da sétima chave, por que não girá-las, nesta fechadura, mesmo tão trêmula a mão? Uma... Duas... Três... Quatro... Cinco... Seis... Sete... Empurro-a, a ansiedade
(o nome mais belo do medo)
que nem garras cravadas no humano peito... Um jato de luz, ofuscante. Aos poucos, ando. Desço escada em espiral. Sob penumbra, infinito corredor. Subo escada em espiral. Infinito corredor, sob penumbra. Desço escada em espiral. Corredor, sob penumbra, infinito.
(Ecos das leitura de Borges?)
Giro... Giro... Giro... Giro... Giro... Giro... Giro... Empurro-a, o medo
(o nome comum da ansiedade)
que nem garras cravadas no humano peito... Onde o jato de luz? Ligo a lanterna. Vasculho, crescente a agonia. Um quarto? Ora, um quarto! Apenas esse quarto vazio? Não! Não!!, eu urro Não!!!, o peito pleno de mágoa, mas ouvidos não ouvem, não querem ouvir. Quedo-me. Choro. ?Como pude crer
(pensando bem, foi melhor assim)
que o velho Astolfo errava quando na verdade não errava o velho Astolfo
(pois muita merda não fiz por esse outro lado da porta intimidado)
e o velho Pedro não errava quando na verdade errava o velho Pedro?
(Astolfo e Pedro, cabeças muito brancas
((disso lembro bem))
(eram)
((e de uns tempos pra cá essa hipótese cogito))
(talvez não Astolfo e Pedro, mas ora Astolfo, ora Pedro)
!A montanha
(((terrível era confirmar)))
parira um rato!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
desAVENÇA
Como disse?
Falei que acabou.
Nunca, então, me amou?
Nunca.
Não podiam ter sido discretos?
Eu fui.
Ele, não.
Assassino, o senhor.
Adúltera, a senhora.
Tínhamos um pacto.
Que incluia não me expor ao rídiculo.
Eu não o fiz.
Ele, sim.
O senhor é um assassino.
A senhora, uma puta.
Precisava, ainda por cima, arrancar o pênis dele?
Ora, vá reclamar com Manelão.
Falei que acabou.
Nunca, então, me amou?
Nunca.
Não podiam ter sido discretos?
Eu fui.
Ele, não.
Assassino, o senhor.
Adúltera, a senhora.
Tínhamos um pacto.
Que incluia não me expor ao rídiculo.
Eu não o fiz.
Ele, sim.
O senhor é um assassino.
A senhora, uma puta.
Precisava, ainda por cima, arrancar o pênis dele?
Ora, vá reclamar com Manelão.
sábado, 2 de maio de 2009
O BIGODE DE NIETZSCHE

(ilustração, sem crédito, extraída do blog legal de emerson araújo)
era preciso, a bem das instituições, podar o bigod de Nietzsche, o bigo de Nietzsche, o big de Nietzsche, o bi de Nietzsche, o b de Nietzsche, o de Nietzsche.
Estava, enfim e assim, restabelecida a ordem. Mas eis que de repente, não mais que de repente, o b de Nietzsche, o bi de Nietzsche, o big de Nietzsche, o bigo de Nietzsche, o bigod de Nietzsche, o bigode de Nietzsche!
(Postado originalmente em confraria tarântula)
sábado, 12 de julho de 2008
PAR E ÍMPARES
João amava Teresa. Teresa amava Raimundo. Raimundo amava Maria. Maria amava Joaquim. Joaquim amava Lili. Lili amava J. Pinto Fernandes.
J. Pinto Fernandes amava J. Pinto Fernandes.
J. Pinto Fernandes amava J. Pinto Fernandes.
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