quinta-feira, 11 de setembro de 2008
PREFEITO POR DIREITO DIVINO!
Nazareno Fonteles disse, num programa eleitoral, que Deus o escolheu para ser prefeito de Teresina. Será, por Júpiter!, que a divindade tem tanto mau-gosto assim?
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
PULGA GRAMATICAL
"Curso de Espanhol promove mini-curso com Pedro Navarro
A Coordenação do Curso de Extensão em Espanhol, da Universidade Federal do Piauí, promove mini-curso com o professor espanhol Pedro Navarro com a seguinte temática: "Ámbitos, acciones y competencias: nuevos ejes para la enseñanza a partir del Marco Común Europeo y de los niveles de referencia para el español". O evento acontece no dia 18 de setembro, a partir das 18h, no auditório do CCHL." (In: http://www.ufpi.br).
Sem querer dar uma de caçador de pulgas gramaticais, mas já caçando pulgas gramaticais: minicurso se escreve assim, sem hifem. E não me venham dizer que a redação do texto foi da assessoria (ou seria mesmo aceçoria?) de comunicação da Ufpi... Ah, mal nenhum causaria uma vírgula entre "Pedro Navarro" e "com a seguinte...". Pentelho!
A Coordenação do Curso de Extensão em Espanhol, da Universidade Federal do Piauí, promove mini-curso com o professor espanhol Pedro Navarro com a seguinte temática: "Ámbitos, acciones y competencias: nuevos ejes para la enseñanza a partir del Marco Común Europeo y de los niveles de referencia para el español". O evento acontece no dia 18 de setembro, a partir das 18h, no auditório do CCHL." (In: http://www.ufpi.br).
Sem querer dar uma de caçador de pulgas gramaticais, mas já caçando pulgas gramaticais: minicurso se escreve assim, sem hifem. E não me venham dizer que a redação do texto foi da assessoria (ou seria mesmo aceçoria?) de comunicação da Ufpi... Ah, mal nenhum causaria uma vírgula entre "Pedro Navarro" e "com a seguinte...". Pentelho!
terça-feira, 9 de setembro de 2008
UMA REVOLUÇÃO A CAMINHO?

por M. de Moura Filho
O que leva alguém a amortalhar-se em um fardão senão a soberba? Em todas as gerações há soberbos. Decerto que a pós-69 não é diferente.
Com a eleição de dois integrantes da geração pós-69, mencionados por Airton Sampaio, em postagem que transcrevi, alguém, tresloucado, poderá pensar que se dará na Academia Piauiense de Letras alguma evolução. Tolice. A imortalidade, em uma academia, encerra a vida. Está certo que alguns, antes mesmo de alcançarem a imortalidade, já puseram fim à vida.
Assim, não é somente a soberba, imagino, o que move alguém em busca de uma academia, notadamente as letras. Penso que a ausência de inquietações contribuiu para se perseguir o caminho do Mausoléu, quer dizer, do Sodalício: se ainda houver alguma inquietação, esta decorre, provavelmente, de senilidade.
(Retirado do blog Vidas Noves Fora Zero, de M. de Moura Filho, em postagem de 9/9/2008)
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
SE TUDO É GÊNERO, ENTÃO...
"III Enmel promove palestra com Professor Marcello Moreira
A coordenação do Mestrado em Letras, da Universidade Federal do Piauí, convida a comunidade em geral para assistir a palestra intitulada “Dois dedos de prosa - Louvor e Vitupério na sociedade do Rio de Janeiro no Século XIX”, proferida pelo Professor Doutor Marcello Moreira, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), no dia 08 de setembro.
(...)
A palestra incidirá sobre a época do século XIX e repassará em reflexão a fundamentação retórica das letras cultas praticadas na ex-colônia portuguesa até pouco antes do movimento modernista. Os dois tipos de discursos a serem tratados, o louvor e o vitupério (ofensa; insulto), são gêneros consagrados pelas convenções retóricas mais antigas que se conhece.
(...)"
Louvor é gênero? Vitupério é gênero? E se o louvor aparecer num conto o gênero é a prosa ou o louvor? E se o vitupério aparecer num poema o gênero é a poesia ou o vitupério? Socorro, Aristóteles da Grécia!
A coordenação do Mestrado em Letras, da Universidade Federal do Piauí, convida a comunidade em geral para assistir a palestra intitulada “Dois dedos de prosa - Louvor e Vitupério na sociedade do Rio de Janeiro no Século XIX”, proferida pelo Professor Doutor Marcello Moreira, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), no dia 08 de setembro.
(...)
A palestra incidirá sobre a época do século XIX e repassará em reflexão a fundamentação retórica das letras cultas praticadas na ex-colônia portuguesa até pouco antes do movimento modernista. Os dois tipos de discursos a serem tratados, o louvor e o vitupério (ofensa; insulto), são gêneros consagrados pelas convenções retóricas mais antigas que se conhece.
(...)"
Louvor é gênero? Vitupério é gênero? E se o louvor aparecer num conto o gênero é a prosa ou o louvor? E se o vitupério aparecer num poema o gênero é a poesia ou o vitupério? Socorro, Aristóteles da Grécia!
domingo, 7 de setembro de 2008
GERAÇÃO PÓS-69?
Primeiro, Alcenor Candeira Filho, lá da Parnaíba, vestiu o fardão do Sodalício. Agora, Elmar Carvalho, também lá da Parnaíba, realizou seu sonho de imortalidade. Amanhã, depois da certamente regimental e próxima sessão de panegírico...
sábado, 6 de setembro de 2008
UMA FÁBULA DOS TEMPOS HODIERNOS
“Mas o pelicano e a coruja a possuirão, e o bufo e o corvo habitarão nela; e ele estenderá sobre ela o cordel de confusão e nível de vaidade.” (Isaías 34:11)
Por Emerson Araújo
"A Fábula é uma narrativa alegórica em prosa ou verso, cujos personagens são geralmente animais, que conclui com uma lição moral. Sua peculiaridade reside fundamentalmente na apresentação direta das virtudes e defeitos do caráter humano, ilustrados pelo comportamento antropomórfico dos animais.” Começo o texto com esta conceituação singular sobre a espécie narrativa denominada de fábula para tecer, também, algumas considerações preliminares sobre o belíssimo conto O Corvo publicado no blog da confraria Tarântula por J. L. Rocha do Nascimento recentemente.
O conto O Corvo me chamou atenção pela leveza estilística da narrativa mesmo não trazendo nenhuma novidade experimental na forma de narrar como é do hábito dos atuais contistas que se lê volta e meia. Mas é um belo conto poético onde a força fabular nos remete para o universo humano diversificado, ensinando a todos os seres que respiram que existe um corvo a nos dar as mais dolorosas bicadas, a invadir nossas entranhas, às vezes, lentamente, outras vezes nem tanto. O conto de J. L. Rocha do Nascimento nos coloca diante desta certeza.
Outro aspecto que percebi na seqüência da narrativa de O Corvo foi a construção de imagens alucinantes num jogo verbal morfossintático que engrandece ainda mais a literatura realista fantástica cunhada por um Garcia Marquez. Neste conto percebe-se, ainda, a engenharia frasal que me agrada muito na narração e que o aproxima dos poetas barrocos estilistas das assimetrias em tempos passados. Digo, também, quando não se experimenta na construção da forma literária, deve-se propor mesmo na forma tradicional de contar, poetizar, romancear algo de novo, inusitado. Isso é muito claro em J. L. da Rocha Nascimento e em seu O Corvo, agora. Atrevo-me até mesmo a afirmar um sacrilégio para os outros confrades do Tarântula que João Luiz Rocha do Nascimento carrega nos seus contos a veia literária ibero-americana, encontrada em poetas e narradores singulares como Pablo Neruda, Garcia Lorca, Murilo Rubião, Machado de Assis, Júlio Cortazar, Borges, Nicolas Guillen, Graciliano Ramos e tantos.
Mas volto a insistir, O Corvo antes de ser um exercício de linguagem, é um manancial de ensinamentos para o ser humano. É aqui, seguindo o conceito de fábula/alegoria que o conto de J. L. da Rocha Nascimento se realiza por completo. Deixa-nos aprendizados e algumas reflexões sombrias diante da condição humana dentro de todos os contextos. As bicadas do corvo quando toma posse do cérebro, no conto, nos induz para uma concepção existencial inexorável, a incapacidade de controlar as nossas ações diante das realidades lacrimejantes impostas. As bicadas são metonímias trágicas de dominação, de confusão, violência, hipocrisias, mentiras, vaidades, dissimulações, jogo de interesse, negatividade, falta de criatividade e tantas aberrações que nos são colocadas nos cotidianos diversos em siglas e labirintos inatingíveis. No conto, ainda, o cérebro bicado já não esconde a falta de resistência aos dominadores deste e de outros mundos, basta uma breve reflexão para se perceber esta verdade em todos nós.
Por fim, sem querer vender nenhuma doutrina bíblica de plantão, percebi, na primeira leitura de O Corvo, o tom profético catastrófico e apocalíptico do mesmo e que me remeteu para o profeta Isaías do antigo testamento e sua epígrafe bíblica: “Mas o pelicano e a coruja a possuirão, e o bufo e o corvo habitarão nela; e ele estenderá sobre ela o cordel de confusão e nível de vaidade.” (Isaías 34:11), confirmada na vitória do corvo sobre as nossas pueris resistências, vejamos: “Talvez no dia em que elas cobrirem meu corpo como um manto negro é que irão acreditar em mim, mas aí já terá sido tarde, eu creio. O corvo, impune, baterá asas.”. Infelizmente o corvo mais um vez venceu em lugar do ser humano.
(Texto retirado do blog de Emerson Araújo, postado em 30/8/2008)
Por Emerson Araújo
"A Fábula é uma narrativa alegórica em prosa ou verso, cujos personagens são geralmente animais, que conclui com uma lição moral. Sua peculiaridade reside fundamentalmente na apresentação direta das virtudes e defeitos do caráter humano, ilustrados pelo comportamento antropomórfico dos animais.” Começo o texto com esta conceituação singular sobre a espécie narrativa denominada de fábula para tecer, também, algumas considerações preliminares sobre o belíssimo conto O Corvo publicado no blog da confraria Tarântula por J. L. Rocha do Nascimento recentemente.
O conto O Corvo me chamou atenção pela leveza estilística da narrativa mesmo não trazendo nenhuma novidade experimental na forma de narrar como é do hábito dos atuais contistas que se lê volta e meia. Mas é um belo conto poético onde a força fabular nos remete para o universo humano diversificado, ensinando a todos os seres que respiram que existe um corvo a nos dar as mais dolorosas bicadas, a invadir nossas entranhas, às vezes, lentamente, outras vezes nem tanto. O conto de J. L. Rocha do Nascimento nos coloca diante desta certeza.
Outro aspecto que percebi na seqüência da narrativa de O Corvo foi a construção de imagens alucinantes num jogo verbal morfossintático que engrandece ainda mais a literatura realista fantástica cunhada por um Garcia Marquez. Neste conto percebe-se, ainda, a engenharia frasal que me agrada muito na narração e que o aproxima dos poetas barrocos estilistas das assimetrias em tempos passados. Digo, também, quando não se experimenta na construção da forma literária, deve-se propor mesmo na forma tradicional de contar, poetizar, romancear algo de novo, inusitado. Isso é muito claro em J. L. da Rocha Nascimento e em seu O Corvo, agora. Atrevo-me até mesmo a afirmar um sacrilégio para os outros confrades do Tarântula que João Luiz Rocha do Nascimento carrega nos seus contos a veia literária ibero-americana, encontrada em poetas e narradores singulares como Pablo Neruda, Garcia Lorca, Murilo Rubião, Machado de Assis, Júlio Cortazar, Borges, Nicolas Guillen, Graciliano Ramos e tantos.
Mas volto a insistir, O Corvo antes de ser um exercício de linguagem, é um manancial de ensinamentos para o ser humano. É aqui, seguindo o conceito de fábula/alegoria que o conto de J. L. da Rocha Nascimento se realiza por completo. Deixa-nos aprendizados e algumas reflexões sombrias diante da condição humana dentro de todos os contextos. As bicadas do corvo quando toma posse do cérebro, no conto, nos induz para uma concepção existencial inexorável, a incapacidade de controlar as nossas ações diante das realidades lacrimejantes impostas. As bicadas são metonímias trágicas de dominação, de confusão, violência, hipocrisias, mentiras, vaidades, dissimulações, jogo de interesse, negatividade, falta de criatividade e tantas aberrações que nos são colocadas nos cotidianos diversos em siglas e labirintos inatingíveis. No conto, ainda, o cérebro bicado já não esconde a falta de resistência aos dominadores deste e de outros mundos, basta uma breve reflexão para se perceber esta verdade em todos nós.
Por fim, sem querer vender nenhuma doutrina bíblica de plantão, percebi, na primeira leitura de O Corvo, o tom profético catastrófico e apocalíptico do mesmo e que me remeteu para o profeta Isaías do antigo testamento e sua epígrafe bíblica: “Mas o pelicano e a coruja a possuirão, e o bufo e o corvo habitarão nela; e ele estenderá sobre ela o cordel de confusão e nível de vaidade.” (Isaías 34:11), confirmada na vitória do corvo sobre as nossas pueris resistências, vejamos: “Talvez no dia em que elas cobrirem meu corpo como um manto negro é que irão acreditar em mim, mas aí já terá sido tarde, eu creio. O corvo, impune, baterá asas.”. Infelizmente o corvo mais um vez venceu em lugar do ser humano.
(Texto retirado do blog de Emerson Araújo, postado em 30/8/2008)
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
domingo, 31 de agosto de 2008
CADÊ O CHICO?

Chico Buarque de Holanda! A ditadura militar brasileira viu alma de bigode com a arte desse poeta, que a denunciava a nós e ao mundo. Agora, a ditadura castrista, seguindo com as sandices próprias de qualquer ditadura, encarcerou e, depois da reação internacional, feita de blog em blog, liberou o músico Gorki, da PROIBIDA banda de punk rock Porno para Ricardo. Chico Buarque calado estava, Chico Buarque calado ficou, Chico Buarque calado ficará. Moral da história? Ditadura de direita nunca mais, mas se dita de esquerda... Que coisa feia, seu Pablo Milanez, quer dizer, seu Chico!
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