sábado, 2 de junho de 2012

BASTA, CORONEL CINEAS SANTOS! CHEGA DE GROSSURA!!


Na noite de ontem, 01 de junho de 2012, J.L. Rocha do Nascimento, Airton Sampaio e M. de Moura Filho lançamos na Adufpi, para um espetacular público de cerca de 250 pessoas, o livro Dei Pra Mal Dizer: Contos Eróticos, que a partir de terça-feira estará à venda nas livrarias e bancas da cidade. Todos sabem que a feitura de qualquer produto cultural no Piauí, onde ainda quase nada foi feito, é plena de problemas, atropelos, marchas e contramarchas, prazeres e dores. Conosco não foi diferente neste livro, embora, apesar de tudo, tenhamos sido sempre MUITO BEM TRATADOS onde estivemos. O azar foi deparar, na manhã de ontem, na recepção da TV Cidade Verde, com o coronel da cultura da Fazenda Piauí que atende pelo nome de Cineas Santos.
         Para o lançamento do nosso livro, NÃO HOUVE CONVIDADOS ESPECIAIS. Todos os possíveis leitores, sem distinção, eram e são para nós bem-vindos, ao contrário do que faz o coronel da cultura, que primeiro escolhe como convidados especiais, sabe-se lá por que, as autoridades oficiais, e depois a sua panelinha e os seus áulicos (se quiserem comprovar, é só ir ao Salipi). Ora, ao ver Cineas Santos, fiz o que todos os três autores estávamos fazendo ao coincidir com alguém que imaginávamos apreciar literatura: entreguei-lhe um convite para o lançamento. Por esse gesto, já algumas vezes repetido naquela manhã, vi-me, em público e em plena sala de recepção de uma tv, DESTRATADO com a GROSSERIA mais ordinária, com a DESEDUCAÇÃO mais reles, como a INCIVILIDADE mais rasteira, próprias mesmo de um coronel que se julga o centro da cultura piauiense, embora demagogicamente publicize o contrário, e que se acha o suprassumo da inteleetualidade da província, apesar de em verdade não passar de um armorialista decadente. Ao meu convite, feito sem nenhuma intenção de agredir, ouvi do senhor Cineas Santos, carregado com o tom de mau-humor que sempre o acompanha, que “esse  filho da puta vem me convidar em cima da hora, esse filho da puta, que eu já editei, vem me dar um convite só no dia do evento!!!”
         Em primeiro lugar, não poderíamos conferir ao senhor coronel da cultura, porque não o fizemos com ninguém, nenhum convite especial, menos ainda com mil dias de antecedência; em segundo, FILHO DA PUTA É ELE, O CORONEL; em terceiro, NUNCA PEDI que o coronel me editasse em lugar nenhum, daí ser despropositada, pelo menos em relação a mim, a cobrança de uma fidelidade clientelista a que está ele, como coronel, acostumado. Ato contínuo, adentrei o estúdio da TV abalado e nem sei como consegui dar uma entrevista, que me pareceu até razoável, dadas as circunstâncias. Como homem que sou e como um intelectual que não precisa do beneplácito de ninguém para existir, liguei para o coronel da cultura e o desconvidei do convite que a ele tanto aborreceu. Fiz isso com a devida aspereza, que é a linguagem que o coronel da cultura entende porque é dela detentor do título de PhD. PhD em falta de educação!!! “Ah”, dirão os áulicos, “ele é assim mesmo, mas no fundo, lá no fundo, tem muita doçura”. Assim mesmo é uma ova!!!
          Se, como dizem, talvez só para incrementar o marketing pessoal dele, diariamente exercido, até cuide bem de plantas, seria MUITO interessante que expandisse aos humanos o tratamento que falam que dispensa aos vegetais. Ou isso é impossível? Se há muitos que aceitam passivamente os coices do coronel da cultura, eu não os admito. Que fiz eu de mal ao senhor Cineas Santos na recepção da TV Cidade Verde? Entregar um convite para o lançamento de um livro é uma ofensa? Tivesse aprendido o coronel um mínimo de urbanidade, poderia descartar o convite recebido na primeira lixeira que encontrasse, e não partir a pontapés amargurados sobre quem não o vê, mesmo, como especial. Reconheço a importância do senhor Cineas Santos no cenário cultural piauiense, até porque em terra de cego quem tem um olho é rei, no entanto nunca lhe vi, nem lhe vejo, nem lhe verei, como um ser especial, como o rei da cocada preta da intelectualidade provinciana.
        Eu sei, por vivência própria, como é difícil mudar... Não é difícil, porém, entender que as pessoas, PELO MENOS EU, não estão dispostas a aguentar DESAFOROS GRATUITOS em nome de “uma doçura que existe, sim, lá no fundo da alma” de quem quer que seja. Paciência!!! Seria bom para todo mundo se o senhor dono da cultura piauiense TENTASSE trocar os seus cascos de cavalo por um par de pés minimamente humanos...

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P.s. Friso que para mim esse assunto desagradabilíssimo está encerrado, mas, se preciso, retrucarei à altura, que NÃO tenho MEDO NENHUM do coronel, nem dos áulicos do coronel.                             

3 comentários:

Helenita b f disse...

Cineas Santos é mesmo um cavalo batizado. Ele precisa encontrar mais pessoas como vc, pra ver se aprende a respeitar o outro.

Luiz Filho de Oliveira disse...

Creio q vc ainda foi muito polido pra grosseria q o Ancião fez. Também estou com vc quando diz q ele tem lá sua parcela de importância pra cultura da Fazenda Piauí, mas daí a sair dando patadas em quem quer que seja já é outra história. Vc tem razão ainda quando diz q há pessoas detonadas por ele q são seus "babões"; há um filho de deputado aqui, em Teresina, que ele esculhambou num texto e esse babão, dono de escola, pôs uma sala no colégio com o nome do seu carrasco. É muita babaquice mesmo.

Rúben Reis disse...

Até aqui, concordo plenamente! Se há uma "assim mesmo" q ñ deve ser tolerado nem de longe é o daqueles q se sentem no direito de atentar contra a dignidade dos outros!
Essas pessoas deveriam pagar pelo q fazem e dizem de forma egoísta, inescrupulosa e irresponsável, como se elas mesmas fossem as causas e as finalidades supremas do Universo.