quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

NON SENSE

Nascer, viver, morrer.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

PRÊMIO LIMÃO AZEDO 2008

O último PLA 2008 vai para...

... um tal de Durvalino Não-Sei-o-Quê, viuvona de Torquato Neto e Sinhozinho do Grupo Grama, aquele grupúsculo de muitos pó-emas, um jornalzinho medíocre e uns filmetes idiotas, sem nenhum valor estético, o que prova que Torquato Neto estava mesmo muito perdido sem o lastro que o sustentava: o talento do Grupo Baiano.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

TROFÉU POLEGAR PRA CIMA 2008

O primeiro TPC 2008 vai para...

... o prefeito Sílvio Mendes pela reforma da avenida Frei Serafim, mesmo contra os calundus dos Geniosos Gênios da Raça que Nascem por Aqui que nem Grama perto da igreja de São Benedito. Valeu, alcaide!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

CARTA ABERTA AO AMIGO M. DE MOURA FILHO

Caro amigo M. de Moura Filho,

um certo senhor das bandas de Oeiras, que nunca vi mais gordo, cometeu a canalhice de tentar descredibilizar um post do meu blog que vc reproduziu (aliás, o único que o fez com correção e ética), usando os seguintes recursos da mais lamentável vileza:

a) Agregou ao texto, sem mencionar a autoria, uma foto em que fez uma montagem de péssimo gosto que tem como legenda uma discussão que não propus, porque não sou um cafajeste nem um idiota (veja o absurdo no sítio http://www.fnt.org.br);

b) Omitiu também o post scriptum que não apenas integra o texto que escrevi, mas é PARTE ESSENCIAL dele;

c) Não deixou claro na "proposta" que lançou de se falar sobre o Nós e Elis que só poderia haver depoimentos elogiosos, de preferência mitificadores e, portanto, deveria ter sido honesto e restringido as intervenções à sua patota de gênios;

d) Eu e mais um outro rapaz, chamado Antônio Luiz, que infelizmente não conheço, estamos pagando um certo preço por não considerar aquele barzinho nada de mais além do que era: um mero barzinho. Que obrigação tenho eu de avaliar aquilo como o supra-sumo do Olimpo?

e) Cheguei a ser ameaçado, como se disso eu tivesse algum medo, que caso eu não parasse de "inticar" com o Nós e Elis ia haver sei lá o quê...

Ora, "inticar" com um barzinho que de repente ficou grande além da conta só porque três dúzias de caras pálidas que se julgam os gênios da Fazenda Piauí (o que, se verdadeiro, já seria muito pouca coisa) o frequentavam virou PROIBIÇÃO. Por isso mesmo a nossa miséria cultural, pois não se pode divergir nem de "artistas" que na verdade são mesmo é notórias mediocridades, vendidas como se gênios fossem, e olha que sei bem do que estou falando! Eu, a esses, eu não os tenho como nada, bem como não quero que me tenham também como coisa alguma (até porque nada mais fiz do que escrever uns continhos, isso mesmo, continhos), do mesmo jeito que eles nunca escreveram nenhum poema ou música ou pintura ou peça teatral ou o que seja que fique em pé. Qual então o gênio que existe nessa patota, um só? Paciência! É preciso ter clareza que o Brasil, sim, o Brasil tem um só prosador (Machado de Assis, romancista, contista, cronista), um só poeta (Carlos Drummond de Andrade), um só dramaturgo (Nelson Rodrigues), um só cantor (Elis Regina), um só compositor (Villa-Lobos), um só jornalista (Líbero Badaró), um só ator (Procópio Ferreira), uma só atriz (Bibi Ferreira), nenhum cineasta, nenhum bailarino, nenhum artista plástico, nenhum... Isso, caras pálidas que porventura me lerem, o Brasil! No Piauí somos, quando muito, medianos, e olhe lá! Então, seria melhor baixarmos a bola que oba-oba vazio é bolha de sabão no ar... Só somos grandes se a unidade de medida for menor, mas muito menor mesmo, que as que citei, porque eu comparado a Dalton Trevisan, um contista mediano, sou o que mesmo? Que romancista piauiense atinge sequer o tamanho de Lúcio Cardoso, outro mediano? Dá para encarar Tarsila do Amaral, na sua medianidade, com qual artista plástico do Piauí? Ora, Gênios! Onde estão mesmo os Gênios da Fazenda Piaui? Devagor com o andor, caras pálidas, devagar com o andor antes que caiamos, de vez, no buraco sem fim do rídiculo. Fico por aqui aguardando me apontarem, com seriedade e sem as molecagens de praxe, não os medíocres (no sentido etimológico do termo, de medianos não tão medianos assim), que às vezes até eu sou, mas os gênios da raça da Fazenda Piauí... Cadê os gênios da raça da Fazenda Piauí? Aguardo, caras pálidas, impaciente, a relação, que pode bem começar por Durvalino... Durvalino o quê mesmo?

Leonam,
abração do amigo, A.

ONDE ANTES ERA...

... um barzinho, Nós e Elis chamado, hoje é uma farmácia, ou uma padaria, ou um açougue? Não importa: ainda bem que alguns lugares mudam para melhor!

CANALHICE!

Disse que não voltaria mais a tocar no assunto do Nós e Elis. Mas depois de ver, no sítio da Fundação Nogueira Tapety, uma montagem imagética sem autoria, em que Prado Júnior aparece caracterizado como o diabo, algo SEM RELAÇÃO NENHUMA com meu comentário, em que se não o endeusei, como queria esse senhor Joca Oeiras, de quem não obedeço ordens, também não o demonizei, então compreendi que não estou lidando com gente séria. Devagar, senhor, com o andor: eu sei que meu comentário não se enquadra no seu tal projetinho de oba-oba, porém não admitirei ter minhas idéias distorcidas por nenhum mau-caráter, seja quem for, principalmente um censor que está a se revelar pior que os da ditadura militar. Me esqueça, senhor Joca Não-Sei-de-Onde, que é melhor para ambas as partes!

NÃO DÁ MAIS PRA AGUENTAR

Sinceramente, já me encheu o saco esse oba-oba sobre o barzinho Nós e Elis. Para mim, a partir de agora, isso é assunto encerradíssimo. Tou fora!

domingo, 21 de dezembro de 2008

PRÊMIO LIMÃO AZEDO 2008

... o quinto PLA 2008 vai para...

... o prefeito reeleito Sílvio Mendes, pelo velho-novo secretariado que montou. Teresina não merecia um xarope desses... Fazenda Piaui, é feliz quem vive aqui!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

...2005, 2006, 2007, PRÊMIO LIMÃO AZEDO 2008, 2009, 2010...

O PLA ad eternum e hors concours vai para o PeTralha Nazareno Fonteles, aquele simpaticíssimo senhor que adora uma hóstia do padre Tony e perdeu as eleições em Teresina por apenas 70.000 votos. Opus Dei!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PRÊMIO LIMÃO AZEDO 2008

O quarto PLA 2008 vai para...

... Sônia Terra, presidente da Fundação Cultural do Piauí. Que faz mesmo essa moça? Fazenda Piauí, é feliz quem vive aqui!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

PRÊMIO LIMÃO AZEDO 2008

O terceiro PLA 2008 vai para...

... o surto de saudosismo ao barzinho Nós e Elis, que já se foi tarde e ao qual querem porque querem dar uma dimensão mítica que o interessante lugar erótico-cultural nunca teve. É feliz quem vive aqui!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

VESTIBULAR UFPI 2009

"No tocante às relações de referência intratextual, à articulação oracional e ao estatuto morfossintático e semântico de itens lexicais, assinale a alternativa incorreta:
A)...
B)...
C)...
D)...
E)... "
(UFPI, 14/12/2008). Quando vão enfim entender os doutores da UFPI que "alternativa" e "opção" até se parecem, mas NÃO são sinônimos? "Alternativa" implica apenas A (uma coisa) ou B (outra coisa). Então, no enunciado acima, retirado de uma questão (não a única assim!) da prova de português de ontem, logo da prova de português, o adequado seria "...assinale a OPÇÃO incorreta", já que os alunos não tinham que se ater apenas a DUAS respostas, porém a CINCO, das quais uma só se anunciava errada. Uma ALTERNATIVA incorreta havia, pois, dentre outras cinco. CINCO ALTERNATIVAS? Por Júpiter!!!

domingo, 14 de dezembro de 2008

PRÊMIO LIMÃO AZEDO 2008

O segundo PLA 2008 vai para...

... a Resolução da Assembléia Homologativa do Piauí que multa as escolas que não adotarem obras de autores piauienses, escolhidas por sorteio! É feliz quem vive aqui!

sábado, 13 de dezembro de 2008

PRÊMIO LIMÃO AZEDO 2008

Por conta e risco deste blog, fica instituído o Prêmio Limão Azedo de 2008, na Fazenda Piauí. E o primeiro PLA de 2008 vai para...

... a Medalha O. G. Rêgo de Carvalho, criada e entregue, pela Assembléia Homologativa do Piauí, a Wellington Dias, decerto em homenagem à obra-prima "Macambira, minha vida..." . É feliz quem vive aqui!

50 ANOS, QUEM DIRIA...


O poetAmigo Émerson Araújo faz 50 anos. E pensar que um dia desses, mas olha que já se passou um trintênio, sonhávamos, eu e ele, um mundo melhor, livre de fezes, maus poemas, canalhices. Eu não acredito mais. Ele, talvez ainda. Sua maior virtude? A poesia! Seu defeito? O PeTralhismo, que vade retro.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

PARA MIM, O NÓS E ELIS JÁ FOI TARDE!

Agora deu, parece que por exigência de um senhor lá de Oeiras, um inexplicável surto de saudosismo sobre o Bar Nós e Elis.
Ninguém olvida que o Nós e Elis foi um ponto erótico-cultural de teresina dos maravilhosos anos de 1980 (se é pra ser nostálgico, também vou ser: era jovem, saudável e podia beber todas!). Mas devagar com o andor do oba-oba: nem tudo no lugar era magia. O dono, por exemplo.
Jamais me esquecerei de que, por insistência do José Pereira Bezerra, hoje Bezerra JP, a coletânea de contos Vencidos foi lançada ali, em 1987. Duas grandes merdas, então, ocorreram: a atitude pouco profissional do Paulo Gutemberg de perder as fotos do evento, as quais passou a noite tirando, e a grossura alcoólica do sr. Elias Prado Júnior. Embriagado a não mais poder, o DONO do bar se APODEROU (não fora convidado a falar) do microfone e fez um discurso contra o meu discurso porque, segundo as palavras etílicas dele, eu não sabia vender livro. Ainda hoje não sei, mas o engraçado é que a meta era vendermos, naquele lançamento, 50 exemplares e, surpresa!, vendemos 70.
No Nós e Elis depois daquilo só pus os pés quando, felizmente, mudou de dono. Então namorei, bebi, ouvi boas e MÁS músicas, joguei conversa fora... Afinal, não havia mais o perigo de um grosseirão empaturrado de uísque e Leonel Brizola vir encher o saco, valendo-se do nobre princípio da propriedade privada que, somente em discurso, mas somente em discurso mesmo, combatia.
O Nós e Elis, para mim, não tem, pois, essa aura tão decantada. E se no lugar dele há agora uma padaria, ou farmácia, ou açougue, c´ést la vie. Saudade, repito, até tenho da época, daquele tempo de cabelos ainda não grisalhos e saúde de ferro em que médicos me eram figuras distantes, quase mitológicas, mas do bar... Sinceramente, o Nós e Elis, para mim, já se foi tarde!
P.s. Antes que os politicamente corretos me venham lembrar que o sr. Elias Prado Júnior não está mais entre nós, sugiro que leia o marcador desta postagem.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

!INCOMPETÊNCIA!

O ano termina e nem o circo do Albertão os PeTralhas foram capazes de entregar para o povo fazer a catarse, hoje mais que nunca necessária. Governo do Desenvolvimento do Piauí, Terra Querida! É feliz quem subvive aqui!

sábado, 6 de dezembro de 2008

ANTES QUE SEJA TARDE...

... seria melhor revogar o art. 226 da Constituição Estadual do Piauí. Esse tal de Comitê Gestor aí, idéia certamente advinda do equivocadíssimo Senhor Criador de Mausoléus, prometendo jetons (alguém duvida quem os receberão?) e edições de obras literárias (alguém duvida quais serão elas?), estas ainda por cima IMPOSTAS aos professores, sob pena de multa às escolas, não sei não... Nesse caso, é preferível perder os dedos aos anéis. Art. 226. REVOGAÇÃO JÁ! Enquanto o ventilador ainda não foi de todo ligado sobre a farofa...

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

AÍ VEM MERDA!

Leio no Blog do Kenard (endereço ao lado) uma Resolução do presidente da Assembléia Homologativa do Piauí, Themístocles Sampaio, que certamente é ignorante em literatura, regulamentando o art. 226 da Constituição Estadual e criando um tal de Comitê Gestor dos livros a serem indicados para as escolas. Como não poderia deixar de ser, afinal estamos na Fazenda Piauí, já está abancado nesse Comitê o equivocadíssimo senhor Herculano Moraes. Assim, melhor nem houvesse artigo nenhum a regulamentar, porque podem estar certos de uma coisa: AÍ VEM MERDA!

sábado, 29 de novembro de 2008

LABOR E LAZER

Contam que certa vez um escritor regava as plantas quando um vizinho passou e disse "e aí, trabalhando?", ao que ele respondeu, "não, descansando". Mais tarde, o mesmo vizinho, ao vê-lo, pela janela aberta da sala, debruçado sobre livros, perguntou, "e aí, descansando?", ao que ele disse, "não, trabalhando".

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

GRATIDÃO É COISA DE GIGANTE!

Não, Caetano (foi parar no orkut um comentário do blog de Caetano Veloso sobre o disco "Estudando a Bossa".)

Não, Caetano.

Não posso aceitar. Agora estou irremediavelmente desertado e não posso mais voltar para o colo do grupo baiano. Você sabe que seus braços são preciosos e irresistíveis, mas não posso ir comemorar neles este disco, nem com você.

Escolho, também por dever, privilegiar aqueles que me deram proteção e alento durante todos estes anos; quero estar com Elifas Andreato, que não tem metade do seu prestígio mas foi um porto protetor, e fez tudo por mim durante uma longa noite de solidão; tenho de procurar Alberto Villas, jornalista que me acudiu, tenho de ir ao abraço de Arthur Nestrovski, que lançou meu "Tropicalista Lenta Luta" na Publifolha.

De João Araújo, pai de Cazuza, que chegou a me mandar dinheiro escondido naqueles tempos.

De Cesare Benvenutti, que tomou de assalto o estúdio de Miguel Maimoni, do "Três do Rio", para gravar o "Nave Maria" durante a madrugada no horário disponível.

Lauro Léllis, Milton Belmudes e Charles Furlan - quem são eles? Não são nada diante de sua grandeza e influência, mas de 1982 a 84 ficavam comigo durante a madrugada no mesmo estúdio, resolvendo as encrencas daquela Nave, enquanto Cesare adormecia, debruçado na mesa de som, esperando que estivéssemos prontos para gravar cada idéia do disco. Tenho obrigação de comemorar com eles qualquer resultado mais positivo nesta vida.

Sinval Itacarambi, da revista "Imprensa", viu o show "Jimi Renda-se" no Sesc Consolação. Admirou o espetáculo e se juntou a Fred Rossi, tentando inventar um jeito de me salvar. Sinval tomou como encargo me arranjar um patrocinador e fez o representante dos licores Bols ser submetido a uma audição das músicas que eu fazia, na casa deste... Nossa! Deve ter sido necessário um pai-de-santo para tirar o assombro que eu podia ver na face do posudo rapaz vendo o prestígio de seus licores ameaçado pela barbárie imbebível que eu praticava.

Essas pessoas se arriscaram e agora quero, pelo menos, comemorar com elas. O falecido Walter Durst me impôs ao indignado Avancini para que eu fosse assistente de baianidade da mini-série "Rabo de Saia". A indignação de Avancini era tão evidente que parecia ameaçar até o emprego de Durst na Globo.

Sônia Robato me deu para compor três histórias infantis da Editora Abril -- "O Macaco Malaquias" e outras.

Cada trabalho desses significava vários meses de supermercado, pois em casa, o trabalho de Neusa no Sesi muitas vezes era o que se tinha e estávamos conversados. (Estas parecem certas narrativas sobre os miseráveis de Charles Dickens. E são.)

Por falar em Neusa, do que ela agüentou com fairplay e bom humor não se pode fazer a conta.

Salomão Gorenvaitz e Jaime Cerebrenik inventavam me fazer cantar nos casamentos das filhas. Valdemar Szaniecki me aconselhou a cantar música caipira. Como eu vacilasse, ele apresentou idéia mais ousada e me deu uma longa explicação de como eu, usando um turbante branco com uma pedra no centro, sentado numa alva mesa, com alguns outros utensílios de adivinhação, -- como eu poderia, enfim, ganhar a vida com mais facilidade e parar de lhe tomar dinheiro emprestado.

Por causa desses e de outros tantos que aqui esqueço, eu não posso aceitar agora o seu colo e do grupo baiano, que durante todos esses anos me separaram até do que era meu, enquanto gozavam todo o prestígio e privilégios, talvez como ninguém mais neste País analfabeto.

Tom Zé
Escrito às 04h51 de 21/11/2008 no Blog do Tom Zé

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

E O CÂNONE?

Li que terminou ontem, em Picos, o Seminário de Literaturas Piauiense e Picoense. Será que no cânone da literatura picoense consta o nome do Ozildo Barros? Cruz-credo!

domingo, 23 de novembro de 2008

ARTE ANAGRÂMICA!

"O diabo na rua, no meio do redemoinho..."
(Guimarães Rosa)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

NOVA GESTÃO DA UFPI


(Foto retirada do sítio da ufpi)

Pois é, saiu o SEIS, entra o MEIA DÚZIA... Viva o Piauí!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

TRAÇO

É isso o PIB do Piauí (0,5% do nacional). E ainda estão comemorando... Governo do Desenvolvimento!

domingo, 16 de novembro de 2008

LITERATURA PICOENSE?

Leio na imprensa sobre um tal Seminário de Literatura Picoense. Literatura picoense? Por Júpiter, até que existe uma literatura de autores piauienses, mas daí a haver uma literatura teresinense, um literatura parnaibana, uma literatura florianense... Sabe qual é o perigo que há, para além do ridículo de uma tolice dessas? Não demora e surge a literatura da Vermelha, a literatura da Piçarra, a literatura do Itararé e, pior ainda, a literatura da Rua Santa Luzia, na Piçarra, a literatura da Rua Pacatuba, no Barrocão... Eita Piauí difícil, Deoclécio! Vivo, e não vejo tudo! Literatura Picoense? Uma piada pronta --- e de muitíssimo mau-gosto e ignorância.

sábado, 15 de novembro de 2008

HIPNOSE

Puxado para o âmago de teu corpo magnífico
por par de lindos olhos de ressaca os teus
adentro-te em ti todo e pleno e inteiro
de amor, ai, de amor perdido

Como resistir, ah, como recusar
o infinito prazer presente
(germe do futuro infortúnio)
se teus olhos fatais viCIAM
se teu belo corpo insiNUA...

Sem alma mais nenhuma
que se em mim ela havia esta
agora é tua que, desalmada,
não me ama, eu que a ti
aclamo
proclamo
venero

Sob teus pés um pobre homem
de amor tomado eis
o invadido peito
ao teu implacável punhal oferecido
cordeiro
vassalo
escravo
capacho de teus olhos e seios e coxas e sexo e
língua mui molhada e mui mordidos lábios
eu uma louça quebradiça
eu um brinquedo de talo de buriti
eu, princesa, exagerado
sim, jogado a teus pés eu sou mesmo exagerado...

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

A FIDEL CASTRO

Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não
A minha gente hoje anda
Falando de lado
E olhando pro chão, viu
Você que inventou esse estado
E inventou de inventar
Toda a escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar
O perdão

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Eu pergunto a você
Onde vai se esconder
Da enorme euforia
Como vai proibir
Quando o galo insistir
Em cantar
Água nova brotando
E a gente se amando
Sem parar

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros, juro
Todo esse amor reprimido
Esse grito contido
Este samba no escuro
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza
De desinventar
Você vai pagar e é dobrado
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Inda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria
Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença
E eu vou morrer de rir
Que esse dia há de vir
Antes do que você pensa

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia
Como vai se explicar
Vendo o céu clarear
De repente, impunemente
Como vai abafar
Nosso coro a cantar
Na sua frente

Apesar de você
Amanhã há de ser
Outro dia...

(Chico Buarque de Holanda, Apesar de você)

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

domingo, 9 de novembro de 2008

ALGUÉM DUVIDA DISSO?

o amor é um grande laço
um passo pr'uma armadilha
um lobo correndo em círculo
pra alimentar a matilha
comparo sua chegada
como a fuga de uma ilha
tanto engorda quanto mata
feito desgosto de filha

o amor é como um raio
galopando em desafio
abre fendas, cobre vales
revolta as águas dos rios
quem tentar seguir seu rastro
se perderá no caminho
na pureza de um limão
ou na solidão do espinho

o amor e a agonia
cerraram fogo no espaço
brigando horas a fio
o cio vence o cansaço
e o coração de quem ama
fica faltando um pedaço
que nem a lua minguando
que nem o meu nos seus braços. . .
(Djavan, Faltando um pedaço)

sábado, 8 de novembro de 2008

OUTRO VÍDEO INTERESSANTE

No momento em que o português padrão sofre a carga de sociolingüistas equivocados, num preconceito invertido, é legal ver este vídeo:

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

VÍDEO HUMORÍSTICO SOBRE PLEONASMO VICIOSO

Veja o vídeo seguinte. É engraçado e instrutivo.

sábado, 1 de novembro de 2008

ACIMA DO BEM E DO MAL

Um dos problemas (e como há problemas aqui!) da Fazenda Piauí, agravados com a chegada dos PeTralhas ao governo, são certos ares olímpicos, sacrossantos, intocáveis... Quer dizer: ou me elogie ou... me esqueça! Eu nem me lembro, mas... É feliz quem mora aqui!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

EU NUNCA GOSTEI "DESSE AÍ", AIRTON SAMPAIO



Este Affonso Romano de Sant"anna não perde a estribeira mesmo não.

Primeiro ele precisa saber que a literatura piauiense pode muito bem viver sem qualquer rapaz e que ele Affonso só é lembrado ainda por aqui por meia dúzia de professores do Departamento de Letras da UFPI que sempre estiveram no contraponto, contravanguarda, contratudo.

Airton, meu caro, este departamento de Letras continua sob a égide do nada.

No nosso tempo a gente derrubava as muralhas conservadoras de Dona Maria Figueiredo e companhia como aluno.

E os novos alunos? Eles precisam ser vanguarda de si e dos outros.

É isso que o curso de Letras sempre foi aí na década de 80 na UFPI, vanguarda, pau de dar em doido conservador.

Morte aos admiradores de Romano de Sant'anna, morte a "esse rapaz aí".

Tenho dito!

(Foto e texto retirados do blog do poeta Émerson Araújo, endereço ao lado)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

VIDA LONGA AO SALIPI E AO CINEAS SANTOS



Não tenho procuração para defender o Cineas Santos, mesmo porque ele não precisa de ninguém para defendê-lo. Querendo, ele saberá, melhor do que ninguém, fazer a sua própria defesa. Entretanto, diante das cartas do poeta Chico Castro para o poeta Emerson Araújo, publicadas originalmente no blog do poeta Emerson Araújo e republicadas aqui, na Kenard Kaverna, rogo vênia para alguns comentários:

Quando cheguei a Teresina, em 1977, expulso do Colégio Estadual Lima Rebelo, lá das Parnaíbas de Mão Santa e Alberto Silva, logo percebi a existência de dois grupos culturais e artísticos. O primeiro, em torno do crítico Francisco Miguel de Moura, com as seguintes pessoas: Rubervan du Nascimento, Elmar Carvalho, Adrião Neto, Hardi Filho, Herculano Moraes, dentre outros. O segundo, em torno do professor Cineas Santos, com as seguintes pessoas: Paulo Machado, Fernando Costa, Albert Piauí, Norma Passos (creio), Margareth Coelho (atualmente), Dodó Macêdo, Arnaldo Albuquerque, Antônio José Medeiros, Amaral, William Melo Soares, dentre outros. Não fui convidado a participar de nenhum grupo, muito menos me interessei em participar de um grupo em detrimento do outro, embora a minha afinidade estivesse (como ainda hoje está) com as pessoas que compunham o grupo do Cineas Santos.

Não que ele fosse o coronel Cineas Santos, a ponto de comandar as pessoas citadas acima. Não. A verdade é que em torno do Cineas Santos foi montado o grupo Chapada do Corisco, mais aberto, mais moderno, mais atuante, ainda hoje. Enquanto que em torno do Francisco Miguel de Moura foi montado o grupo Cirandinha, fechado, quase familar, conservador, ainda hoje. Do grupo do Francisco Miguel, quase todos estão na Academia Piauiense de Letras. O Adrião Neto, que quer, mas não se candidata. O Rubervan du Nascimento, que não se candidata, mas quer, mesmo afirmando o contrário, da boca para fora.

Agora, uma outra história: embora muita gente acredite que o Cineas Santos tenha criado sozinho a Livraria Corisco, ela nasceu mais do pensamento do Antônio José Medeiros, que se associou a Cineas Santos, Arthur (que Deus o tenha em bom lugar!), Milton e José Gonçalves (a turma do Colégio Andréas). A primeira Livraria Corisco funcionou na esquina das Ruas 1º de Maio (na mesma quadra do Banco do Estado do Piauí) com Areolino de Abreu. Eu estava lá. Fui tomar de conta do box da Corisco na Universidade Federal do Piauí, instalado ao lado do auditório (estou falando da UFPI antiga). O Antônio José Medeiros disse para eu dar desconto generoso para os professores e nada falou de descontos para os estudantes que, na verdade, precisam dos descontos mais do que os professores. Porém, era para estes indicarem os livros nas salas de aula. Ainda hoje é assim. Eu fiz o contrário. Não demorou dois ou três meses, fui demitido. Penso, ainda hoje, que o motivo tenha sido esse. Pode ter sido outro. Não sei. Talvez um dia pergunte ao Antônio José Medeiros. Talvez um dia ele me diga sem eu perguntar nada.

O Cineas Santos idealizou a Editora Nossa e, em torno dela, passou a editar livros e o jornal Chapada do Corisco, que saiu até o nono número, salvo engano. Este jornal foi o responsável pela criação da reportagem no jornalismo piauiense. Reportagem assinada. Diagramação moderna, para a época. Era praticamente todo datilografado pelo Cristovão, atualmente médico em Barras. As artes ficavam por conta do Albert Piauí, do Arnaldo e do Dodó Macêdo. O Antônio José Medeiros fez parte do corpo readacional do Chapada do Corisco.

Depois, o Antônio José Medeiros desfez a sociedade com o Cineas Santos, Artur, Milton e José Gonçalves, que ficaram com a Livraria Corisco. Nesta época, casado com a minha cunhada Rita Maria (irmã da Maria Rita, mãe dos meus filhos Rafael, Gabriel e Samuel), o Antônio José Medeiros abriu a Livraria Punaré (ou melhor, o Centro Piauiense de Atividades Culturais Ltda), que ficava onde hoje é o estacionamento do Banco do Brasil da Álvaro Mendes. A Punaré tinha como endereço a Rua David Caldas, 147, norte. Na parte de baixo, do lado esquerdo, o barzinho, comandado pela Ritinha. E a livraria em si. Na parte de cima, o depósito, uma sala com o stúdio do Albert Piauí, uma sala com o stúdio do Fernando Costa e uma sala com a Escola de Dança do Beto Pirilampo. Embora não tenha publicado jornal, a Punaré editou alguns livros. Importantes livros. Era o ano de 1979. Estávamos na pré-sala da criação do PT.

O Antônio José Medeiros deu prioridade ao campo político, arrastando com ele a Ritinha e o Albert Piauí. E eu atrás. Participei da criação do PT, do CEPAC, da FAMC, do escambau! Fechou a Punaré.

O Cineas Santos, continuando no grupo da Corisco, passou a ser uma espécie de gerente da Livraria Corisco e editor da Editora Corisco. O seu olhar sempre foi o olhar cultural. O olhar dos seus sócios - Arthur, Milton e José Gonçalves, sempre foi o olhar comercial. Cineas Santos passou a se ocupar das suas publicações - livros, jornais, calendários etc e das suas produções culturais e artísticas. Criando a Oficina da Palavra, passou a ela a se dedicar de corpo e alma, deixando os negócios da Livraria Corisco com os seus três sócios já citados. Em pouco tempo, a Corisco faliu feio. O Cineas Santos era a alma da Corisco. As pessoas iam à Corisco pelo Cineas Santos. Estando lá, compravam sempre alguma coisa. O Cineas Santos é uma pessoa carismática. Sempre arrodeado de gente, de todas as idades, de todas as cores, de todas as religões, de todos os grupos, de todos os lugares, de todos os pensamentos. Ouço dizer que ele é grosso, bruto, ignorante, pedante, cavalo batizado, cavalo sem batismo, entre outros disparates desse tipo. Não, o Cineas Santos é uma pessoa positiva! Se for pedir a ele 100 reais, peça os 100 reais, sem precisar contar história alguma ou fazer promessa de devolução do dinheiro. Se ele tiver, dar. Se não tiver, diz que não pode dar. Mas, não enrola. Não promete para depois e fica de última coca coca gelada no deserto, dando uma de gostoso, fugindo da raia, como muita gente nesse cidade.

O Cineas Santos é a pessoa mais solidária que eu conheço. Todas às vezes que estou em dificuldade, seja ela qual seja, a primeira pessoa que ligo é para o Cineas Santos. E ele nunca me falhou uma vez sequer. Nunca pedi nada para mim, que isso não faço. Quem me conhece sabe que detesto pedir favor. A não ser em socorro de alguém. E muita gente em Teresina deve a casa, o carro, a formatura, o emprego, até mesmo a vida ao Cineas Santos que nunca fez trombone disso. Um amigo meu, conhecido professor, que o Cineas Santos salvou da morte, no HGV, de quando em quando dispara a metralhadora contra o seu salvador. O Cineas Santos fica sabendo (porque esse tipo de fofoca é da boca de todo mundo). Porém ele nunca foi tomar satisfação com o nobre professor. Pelo contrário, sempre que pode o ajuda, em suas necessidades. O Cineas Santos assim fala, carinhosamente, como ele é jeito dele, do professor em pauta: "Esse filho da puta, esse caralho fala mal de mim pensando que vou processá-lo, que vou brigar com ele, que vou isso ou aqui. Não, irmãozim, vou não... Eu gosto desse desgraçado, desse filho de uma égua. E quando a gente gosta, gosta!". E o Cineas Santos gosta de todo mundo. Nunca ouvi o Cineas Santos perder tempo falando mal de quem quer que seja. O máximo que ele faz é ignorar o sujeito. Mas só até o primeiro pedido de socorro. O Cineas Santos cansou de sair da casa dele de madrugada para tirar da cadeia algumas pessoas que hoje, de quando em quando, falam dele pelos cantos da cidade. E ele faria tudo de novo, se preciso fosse.

Conheço o Cineas Santos há mais ou menos 30 anos. Sei que eu não sou um Paulo Machado, um Amaral, um Halan Silva, um M. Paulo Nunes, um R. Monteiro de Santana, uma Cláudia Brandão, um Netto, um Gabriel Arcanjo, um Rogério Newton, uma Luiza Miranda, até mesmo um Albert Piauí (por quem o Cineas Santos tem um carinho todo especial, apesar de tudo), mas sei também que ele me tem um gostar e um bem querer. Agora, por conta da dona Apinéia, vou pouco à Oficina da Palavra (gostaria de ir mais e mais e mais). Quando eu chego lá, ele se desmancha como manteiga a uma hora da tarde na Avenida Frei Serafim. É água, café, chá, bolacha, conversa fora, conversa dentro. Presente de um livro, de uma revista, de uma caneta, de um calendário, de qualquer coisa, até mesmo de uma rosa, colhida do jardim dele, que ele mesmo cuida, com ternura, amor e paz. E é assim o dia todo com todo mundo, entre um telefone e outro, entre um artigo e outro, entre uma aula e outra, entre uma molecagem e outra (sim, o Cineas Santos é o cabra mais moleque que eu também conheço). Gozador nato (epa!). É contador de piadas de primeira. Tira os nomes originais e bota os nomes dos amigos. Privar da intimidade dele, é rir até cair e rolar no chão o tempo todo. Está sempre aprontado uma e outra com um e outro. Dentro do limite da decência, do respeito, da amizade. Cineas Santos definitivamente é um bom caráter!

O Cineas Santos é um dos organizadores do Salão do Livro do Piauí, juntamente com o Nilson Ferreira, Wellington Soares e Luiz Romero. Sabem por que o Cineas Santos faz parte do SALIPI? Porque ele abre as portas dos governantes, dos empresários, dos convidados, do público em geral. O nome do Cineas Santos pesa. Avaliza. Dá credibilidade. O Cineas Santos está no meio? Está! Podem apostar que tem qualidade. Que tudo sai dentro dos conformes. Ninguém fica sem receber o seu devido. A palavra dele vale mais do que certos documentos passados em cartório. Porque ele é honesto, sério, competente, realizador, capaz, ágil, e, como disse, solidário. Quando alguém quer falar com o governador Wellington Dias ou com o prefeito Silvio Mendes, ao invés de procurar as secretárias deles, não, procuram o Cineas Santos, que pega o telefone e marca audiência para o freguês. Recentemente, precisando de um patrocínio da NOVAFAPI, embora conhecendo a Cristina Miranda, pois ela já trabalhou comigo no Salão de Humor do Piauí, na Prefeitura de Teresina, quando ela era presidente da Fundação Monsenhor Chaves e eu subsecretário e secretário da comunicação social (administração Heráclito Fortes), encontrando dificuldade lá, liguei para o Cineas Santos, que ligou para o vice-dretor de lá, o professor Alencar, e o patrocínio saiu na mesma hora. O Cineas Santos estava em São Paulo, tratando de assuntos dele. Como pelo celular não sabemos em que lugar a pessoa se encontra, ligamos e dá nisso. Ele poderia dizer: "Kenard, porra, estou em São Paulo, essa cidade buceta do tamanho do mundo, quando chegar ai eu vejo isso". Não, de lá mesmo ele disparou: "Alencar, o sem vergonha do Kenard é gente da gente, é meu irmão, o projeto dele é do caralho, dá o patrocínio que ele pede, e já, cacete, não enrola!". Bastou isso!

Do primeiro ao quinto SALIPI não fui convidado para nada do evento. Nunca deixei de ir um dia sequer do evento. Pego meus livros, como não tenho condições de botar banca, fico vendendo-os de mão em mão. Sento aqui, sento acolá, dou os autógrafos, e nunca fui incomodado. Sim, no quinto SALIPI, por conta do Pedro Costa (que é um dos que botam banca no SALIPI, porque hoje é um dos homens mais ricos e poderosos da área cultural e artística do Piauí) e um mal entendido com os segurança do evento, sobrou para mim, que estava autografando o livro Gonçalo Cavalcanti - o intelectual e sua época para o professor William, de português. Era quase 10 horas da noite, o SALIPI fechando, o Pedro Costa foi entrando e os seguranças não deixaram, mesmo o Pedro Costa mostrando o crachá de expositor. Olhou para mim, pediu socorro. O Cineas Santos ia passando. Olha para mim, para o professor William e para o Pedro Costa e disse que o evento, naquela noite, estava encerrado e foi nos arrastando para fora do Centro de Convenções. Neste ano, no sexto SALIPI, fui convidado para lançar o livro Torquato Neto ou a Carne Seca é Servida e participar do bate papo que o Luiz Romero comanda todos os anos, no seu aquário literário. Talvez tenha sido a forma do Cineas Santos ter me pedido desculpas. E nunca fiz cara feia para ele, pelo contrário. Produtor cultural e artístico que sou, sei o trabalho que dá fazer qualquer evento em Teresíndia ou em qualquer lugar que seja! A cabeça da gente fica do tamanho do bonde. Qualquer coisa nos leva à uma explosão de nervos, sem dó nem piedade. Em que descarregamos isso? Claro, nos amigos, porque os inimigos não chegam perto da gente!

É isso que devemos compreender. A força da amizade. O amigo é saber compreender o outro. No momento, eu estou morrendo de ódio do poeta Chico Castro, que vive aprontando comigo. Mas, mesmo antes destas cartas, eu passei e-mail para ele, com um artigo meu, publicado ontem na Kenard Kaverna, oferecido a ele. E disse: apesar de tudo, você é muito importante na minha vida. E é. O Chico Castro faz parte da minha vida. Ele entra e sai da Kenard Kaverna na hora que quer. Dorme aqui. Come aqui. Banha aqui. Chora aqui. Ri aqui. Assim como eu faço na casa dele. Ao longo dos anos, brigamos e brigamos demais. Ele fogo e eu petróleo. Porém, eu amo o Chico Castro. No momento, um dos maiores estudiosos da história do Piauí. Poeta. Crítico. Ensaísta. Professor. Produtor Cultural. Seus livros estão sendo publicados pelo Senado Federal, debaixo de rigorosa seleção de originais. Publicados e republicados. O que prova a qualidade das suas obras. Ainda não foi convidado para o SALIPI, embora tenha sido convidado para Feiras de Livros no mundo inteiro, falha da organização do evento. Mas, quem perde? O Chico Castro? Não, como ele mesmo diz, está sendo reconhecido no restante do país e fora do país. O SALIPI? Sim, porque a história é implacável. Nós seguimos outro rumo, porém o registro da nossa passagem aqui fica. Quando olharem, futuramente, os convidados do SALIPI, com tanta gente boa do Piauí do lado de fora, a pergunta se fará: por que?

Os Târantulas - Airton Sampaio, J. L. Rocha do Nascimento, M. de Moura Filho e Bezerra JP, arredios das etapas outras do SALIPI, este ano estiveram no Centro de Convenções. Fiquei feliz em vê-los ali, como ficaria mais feliz em ver mais iguais no evento. Eu não vou ao SALIPI para ver o Cineas Santos (embora fique feliz todas às vejo que eu o vejo e fale com ele lá). Eu vou ao SALIPI porque é o Salão do Livro do Piauí. Impessoal. Este ano, por exemplo, além dos Tarântulas, meu coração saltou quando eu me encontrei com o Edmar Oliveira. Quando eu falei com o Edmar Oliveira. Quando eu fotografei o Edmar Oliveira. Quando o Edmar Oliveira sentou-se ao meu lado e ficamos a nos falar por horas. Eu sempre quis um encontro assim com o Edmar Oliveira. Depois, ele passou a me escrever, a postar material meu na página dele - piauinauta, inclusive dizendo que passou a se utilizar do meu arquivo fotográfico, hoje um dos maiores do Piauí. Quem é Edmar Oliveira? Ora, cara pálida, hoje posso dizer com orgulho: meu amigo.

Dessa forma, O SALIPI tem muito o que melhorar. Vamos discutir o SALIPI. É importante, mas de forma impessoal. Quanto ao Cineas Santos, os que o visitam diariamente (e são dezenas de pessoas, como já disse, as mais variadas em tudo), podem dar o testemunho que ele não é nada do casca grossa que dizem que ele é. Eu prefiro mil vezes uma pessoa como o Cineas Santos do que as hienas burocráticas do Programa de Cultura (SIC!) BNB, por exemplo. O Cineas Santos quando não pode ajudar uma pessoa, mesmo assim ele ajuda, não a atrapalhando em nada! Pelo contrário, o que ele puder fazer, ele faz! E faz sem querer nada em troca! Nem mesmo o muito obrigado da pessoa agraciada com a sua solidariedade! Não carece! Vida longa ao SALIPI e ao Cineas Santos!

Kenard Kruel

PS.: A Kenard Kaverna, esta pocilga eletrônica, estará sempre aberta para qualquer polêmica que se queira travar nas letras e nas artes piauienses. Melhor se não vier como anônimo, que a pessoa deve segurar a batata quente na mão, como estamos fazendo neste momento, de maneira serena, adulta, sem levar nada para o plano pessoal. Polemizar é importante. Como dizia o Torquato Neto (e o mês de novembro, se que avizinha, é o mês de Torquato Neto): é preciso desafinar o coro dos contentes. Desafinemos, pois, pois! Sem medo de ser feliz! Cartas para a Kenard Kaverna.

(Foto e texto retirado do blog Kenard Kavena, entre sem bater, endereço ao lado)

CARTA ABERTA DE CHICO CASTRO A EMERSON ARAÚJO II



Meu caro amigo Emerson

Se o SALIPI recebe dinheiro público (até aí tudo bem, é um dever do Estado cuidar da cultura), os organizadores têm o dever de ouvir a sociedade, no caso, os seus representantes culturais, quais sejam, os artistas, produtores de cultura e promoteres.

Aparentemente, o Salão é de reponsabilidade de um grupo de pessoas (Luiz Romero, Wellington Soares, Nilson Ferreira e Cineas Santos) que, a priori, fazem, discutem e analisam o evento. Certo? Errado. Quem decide tudo é o coronel Cineas Santos, um verdadeiro senhor da Casa Grande, que trata os seus amigos de geração como se fossem moleques da senzala, cabendo a estes apenas o acinte e o chicote do desprezo. É uma pena.

Posso até ser interpretado como um ressentido. E sou. Não tenho ressentimento quanto a assumir a minha condição de rejeitado. Afinal, é bom ser rejeitado.

Nunca me convidaram para o SALIPI e creio também que muita gente boa aí da província deserta (física e espiritual) nunca teve o nome cogitado.

Em compensação, fui convidado oficialmente pela Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro duas vezes (em 2003 e 2007), pela Feira Internacional do Livro de Havana (a segunda maior do mundo) e pela Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, além de muitas férias e eventos do gênero por este nosso belo país. Mas para o SALIPI, não.

Um dia meus filhos, curiosos, perguntaram-me: "Ué, pai, e o SALIPI"? E lhes disse: filhotes, o SALIPI é do Cineas"...

Eu acho o Cineas, sim, um cego. Ele se tornou um "intelectual" pela força e por uma imposição terrorista. Ninguém chega perto dele, tenho certeza, para que as pessoas não percebam o quanto é grande a sua ignorância. Não se trata de uma ignorância explícita, mas de uma falta de conhecimento que ele diz ter, e nunca teve, nem tem.

O Cineas não conhece a Literatura Piauiense, não conhece História do Piauí, tem um conhecimento modular da Literatura Brasileira, não conhece os clássicos da literatura universal, não sabe falar, nem entende os rudimentos do Latim, do Grego e do Hebraico... não conhece a produção teatral do Piauí...

Meu Deus, o que esse senhor sabe, afinal? Como pode então este Matuto de Caracol ter chegado ao posto em que chegou? Somente usando o argumento da força e não a força do argumento, suponho. E ainda: utilizando-se do medo que ele criou nas pessoas..."Lá vem o Cineas!!!!.. Então todo mundo se cala, vira o rosto para o lado, se esconde... Ele é o juiz, o dono da bola... a voz que faz calar todas as vozes...

No livro Os Donos do Poder, Faoro descreve muito bem este tipo. Lá, o escritor analisa a maneira como a elite brasileira se apropiou do bem público para fazer fortuna própria.

O Cineas, é claro, é uma pessoa honesta. Mas ele pega o dinheiro do contribuinte para fazer um evento, para depois tratá-lo como se fosse algo de sua propriedade, ou melhor, um bem de sua Casa Grande. É isso.

Tenho pena do Welligton Soares: um talento que se rebaixa aos caprichos desse velho senhor. Quanto aos outos organizadores, não os conheço, aliás, conheço-os mais pelos seus efeitos do que pelos seus feitos.

Um grande abraço, Chico Castro.

PS.: Faça as correções... O Kenard foi quem colocou carta aberta... eu apenas escrevi para você. Se quiser publicar, ponha mais fogo nessa fogueira.

(Imagem e texto retirados do blog Kenard Kaverna, entre sem bater, endereço ao lado)

SEM POLÊMICAS

Agora, concordo, com meu amigo Airton Sampaio, a Fazenda Piauí pulsa quando se toca em algumas feridas abertas no plano cultural/literário. Percebe-se nisso, ainda, os orgulhos feridos, "os roeres de corda" como diria Jonas Filipe (meu caçula) postos. E uma defesa sem sentido sobre o óbvio. Aliás o óbvio sempre foi chato, por isso eu o renego.

Usando a primeira pessoa, sem medo de nada mesmo, já apanhei na cara feito um condenado, quero defender, aqui, a liberdade de expressão na sua integralidade, independente de reações impulsivas parta de onde partir. Portanto publicar o e-mail de Chico Castro no meu blog foi uma opção minha, particular, sem ingerência de ninguém. E vai ser assim, não renego a liberdade de expessão em nenhuma hipótese, é ela que me faz viver intensamente.

Outra coisa, quando eu respondi o e-mail do Chico Castro e falei da minha decepção sobre a formatação do SALIPI nos anos que se seguiram o primeiro Língua Viva no qual participei como expositor, foi no sentido de que esta afirmação pudesse contribuir na mudança de rumo do mesmo, principalmente em abrir mais espaço para o autor piauiense, só isso. Não tenho nada no plano pessoal contra Cineas Santos, meu ex-professor nem contra os colegas Luiz Romero, meu amigo de profissão ao longo destes 28 anos de magistério, bem como, Wellington Soares (a quem devo favores, meu amigo, também) nem do Nilson Ferreira outro colega dileto. Mas o SALIPI precisa mudar de rumo, gostem ou não, ele precisa sair do clima de cursinho de escola privada e ir mais além.

Isso é opinião, pode ser acatada ou não, agora encerrar o debate por causa dos ícones, não é justo. Ainda bem que nunca pertenci a nenhum grupo de ativismo cultural de Teresina na década de 80. Mesmo porque sempre fui muito tímido e extremamente arredio. Por isso, que não me aproximei nem de grupo A ou B, fiquei na minha , e fiz muito bem por isso.

Portanto, mais uma vez, sou obrigado a concordar com meu amigo Airton Sampaio que diz que precisamos ficar adultos diante de algumas verdades, feridas abertas pela intransigência e pela degola. Não me preocupo muito, também, em participar de nada no plano cultural desta província, a prova disso é que me ausentei 25 anos dos embates culturais/políticos para me dedicar a carreira do magistério a praia que mais gosto de visitar. O resto fica para quem gosta de holofotes e acreditar que é o Dom Quixote da vez.

(Texto retirado do blog do Émerson, endereço ao lado)

EU DISSE NO BLOG DO ÉMERSON

Amigo Emerson, há tantas verdades duras, mas verdades, nesse e-mail do poeta Chico Castro para vc que eu, se enviado o fosse a mim, não sei, na minha extrema covardia, se o postaria.

É que por aqui na Fazenda Piauí se sacraliza tanta gente que qualquer verdade dita, ao invés de gerar a necessaria reflexão, produz é inimizade e rebanadas infantis.

O Salipi há muito que precisa ser repensado em vários aspectos, como por exemplo a presença de tantos forasteiros medíocres, mas se se dizer isso lá vem a eterna ladainha de que se se está boicotando o Salão etc, etc, etc.

Está também comercial demais, apesar das despesas, ninguém desconhece, serem elevadas. Depois, quem faz faz PORQUE QUER: então seria bom parar com essa história de Dom Quixote (eu nunca acreditei nessa idiotice que para mim só cria um vitimismo lamentável) e de se ficar com beicinhos amuados de meninosinhos com calundus a qualquer crítica, por menor ou maior, justa ou injusta, que seja.

Verdades, verdades, verdades... Verdades tão verdadeiras quanto a importância imensurável do Salipi, que só não pode estar é acima do bem e do mal porque A ou B participa "quixotescamente" da sua organização.

Se há tanto sofrimento assim na realização do Salipi (aposto que dá mais prazer que dor!), então, ora bolas, que se não o faça. O que não dá pra aguentar é o nhenhenhém lamentoso de todo ano, assim como ocorre com o Salão de Humor...

Quando é que vamos nós, principalmente eu, ficar adultos? Abração!

(Texto retirado do blog do poeta Émerson Araújo, endereço ao lado)

UMA POSSÍVEL RESPOSTA A MEU AMIGO CHICO CASTRO



Caríssimo Chico Castro, meu amigo,

Abri o e-mail que você me enviou nesta manhã e me deparei com algumas verdades embutidas nele, que não tinha me dado conta ou, talvez, não tivesse coragem de postular por aqui ou em outros espaços.

Agradeço as deferências sobre o meu blog, primeiramente, o que me agradou bastante partindo de um amigo sincero ao longo dos anos, um intelectual estudioso, um pesquisador nato, um poeta que me deu o prazer na parceria do livreto As Pedras da Aurora na década de 80.

Mas voltando ao bojo do e-mail/carta percebo que você mexe em algumas feridas abertas sobre a nossa geração (não vou rotulá-la), incompreendida até hoje como agrupamento de renovação estético/semântica da literatura piauiense contemporânea.

Devo ainda concordar com você sobre a força do conto como espécie literária nesta geração esquecida e sem medo de errar, também, reconheço que os membros da Confraria Tarântula (Airton, João Luiz, Bezerra e Leonam) representam no cenário da contística brasileira atual o melhor do que se pode encontrar. Apesar da parca crítica literária que existe por aqui, ainda.

Não quero legislar em causa própria, mas a poesia deste agrupamento de literatura contemporânea piauiense, desta geração foi um tapa grande na cara de várias coisas por aqui, também. Fizemos parte disso como militante/autor e como codificador/impulsionador. A poesia sempre vai revolver como tem dito Wiliam Melo Soares, outro que continua resistindo, como nós. Ela precisa ser discutida, porque deu o tom da dissonância estético/semântico deste momento. Somos suspeitos de dizer isso, mas fazer o quê, né!

Por fim, meu querido amigo e irmão, quero te confessar que participei do primeiro Língua Viva seminário que deu origem ao SALIPI e naquele ano acreditei que este evento estaria sacudindo a cidade com a intensidade de dsicussões, propostas que apontassem caminhos para leitura, o ensino da língua, a literatura. A primeira experiência prometia isso. Contudo, ao longo dos anos, este espaço de discussão passou a ser uma sala de aula de cursinho massificada. E o que é pior, desarrumada e sem muito rumo. O que eu vi neste último, por exemplo, foi o tempo/espaço dado ao autor piauiense reduzido. Estive no auditório do Centro de Convenções ouvindo a fala do jornalista Washigton Novaes gerando uma sonolência desgraçada. Porém, Chico Castro, não se espante porque os discípulos são piores do que no passado. Ah, o SALIPI, hoje, também, sofre da oficialização, portanto, não está em nossa direção que fizemos sempre o oposto. Assim lá a não ser que mude de rota se abrirá algum túnel para a nossa geração. E graças a Deus por isso!

Deixo ainda para você aqui a certeza que precisamos abrir canais alternativos para que o Piauí possa conhecer na sua integralidade um grupo de jovens que propôs o diferente, o revolucionário em todas as esferas na busca de uma satisfação estética e plural. Fazemos parte dele e isso me alegra tremendamente.

Um abraço fraterno,

Emerson Araújo

(Foto e texto retirado do blog do poeta Émerson Araújo, endereço ao lado)

E-MAIL DO MEU AMIGO E IRMÃO CHICO CASTRO



Meu caro amigo Emerson,

Foi com indizível alegria que li o seu blog.

Parabéns!

Não foi menos exitoso ver textos, poemas e fotografias dos seus e meus amigos de geração. É admirável perceber a sua laboriosa atenção voltar-se, muitos anos depois, e sempre, para a propagação de idéias e de ideais de um grupo de pessoas que há anos vem lutando pela inserção de uma cultura de alto nível no corações e nas mentes dos mais variados leitores.

Vejo tudo com muita alegria.

Os textos do João Luiz, do Leonam (M. de Moura Filho) e do Bezerra são a prova mais fiel de que se trata de uma geração de ouro do conto piauiense.

Posso ir além: os três, ao meu ver, representam o que de melhor há na narrativa curta contemporânea brasileira.

O Airton Sampaio, mais arredio, me surpreende pela sua capacidade de compreender a produção recente do nosso Piauí, sem dramas, nem recalques, muito acima das igrejinhas e das amizades forjadas à mesa de bares.

O que me impressiona é que, essa geração não é ouvida quando se tem a oportunidade de assim fazê-lo, como é o caso do SALIPI, face a truculência do Cinéas, que faz do Salão uma propriedade sua, e não da sociedade piauiense.

Posso até estar enganado. Mas o que eu ouço falar desse senhor, é bomba de arrasar quarteirões... joga farpas em quem produz e manda flores para quem, sem nada fazer, como ele, fica na torre de marfim apontando os prováveis defeitos dos outros....

Por que o SALIPI não faz homenagens à geração do conto piauiense de 1970 até os dias de hoje? Não seria um belo tema para o Salão? Por que não pensar nos poetas da chamada Geração pós- 69, que eu chamo de geração da "trepadinha"?

Não foi o Paulo Machado quem inventou tal nomenclatura? Se tivesse sido eu, até poderia ficar calado...

É espantoso quando se fala ainda em conquista de espaço para uma geração tão brilhante como foi e tem sido a dos anos 70 no Piauí!!!!! É isso.

Continuo sem saber escrever.

Tenho dúvidas cavalares quanto a conduta culta da Língua Portuguesa.

Faça as correções que se fizeram necessárias.

Um grande abraço

Chico Castro

(Foto e texto retirado do blog do poeta Émerson Araújo, endereço ao lado)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

AI...


Foto: Uol

Em São Paulo, finalmente o povo relaxou e... GOZOU!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

TREM DA DESFAÇATEZ

Não será, se acontecer, e o diabo é que duvida que não vai acontecer, afinal estamos no Piauí, não será apenas mais um comunzinho Trem da Alegria. Essa história de readmitir no Tribunal de Justiça do Piauí gente que de lá foi JUSTAMENTE expelida por instâncias superiores pela ausência do requisito elementar, democrático e constitucional do concurso público é UMA DESFAÇATEZ! Ora, bolas, por que não estudam, esses apadrinhados, como todos os mortais? Clientelados, é uma delícia estudar!

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

PROGRAMA DE CULTURA ou AS HIENAS DO BNB


História do Piauí (Capa: Amaral).
Reprodução: Kenard Kruel.

Acabo de receber um ofício do Banco do Nordeste do Brasil S. A comunicando que o projeto do livro "História do Piauí", que apresentei para financiamento, pelo Programa BNB de Cultura (SIC!), para realização em 2009, não foi, sequer habilitado, por "Ausência, no orçamento, da previsão dos impostos previstos por Lei". Interessante que, na ficha de inscrição, não há nenhum campo para a deducação dos impostos e muito menos alguma coisa chamando a atenção para eles. Nas instruções, logo abaixo da ficha de inscrição, no campo 7, parte orçamento, eu li lá:

Descreva de forma clara, quais os itens de despesa previstos no projeto, inclusive impostos previstos em lei.

Exemplos:
-Impressão de cartazes – R$ 800,00
-Criação e confecção de figurino – R$ 3.500,00
-Sonorização de espetáculo – R$ 900,00
Quanto mais detalhada essa descrição melhor será o entendimento do orçamento por parte da comissão.

Incluir TODAS as despesas previstas, inclusive aquelas destinadas a eventos de lançamento e divulgação (banners, coquetel, cartazes etc.)

No Edital, encontrei o seguinte, a respeito destes impostos:

Contratação e Desembolso
A relação dos projetos contemplados no Programa BNB de Cultura 2009 será divulgada em 28 de novembro de 2008. Os contratos de patrocínio serão firmados e desembolsados impreterivelmente no período de 02 de janeiro a 30 de junho de 2009, podendo sua execução estender-se até o dia 30 de junho de 2010.

A contratação e o desembolso do patrocínio a um projeto selecionado no Programa BNB de Cultura estão condicionados ao fato de o contemplado estar em situação regular com suas obrigações fiscais, nas esferas municipal, estadual e federal. A liberação dos recursos aprovados se dará única e exclusivamente mediante crédito em conta-corrente aberta no Banco do Nordeste, de titularidade do proponente contemplado. Para instituições de natureza jurídica de atividade lucrativa, também será necessária ao desembolso a apresentação de nota fiscal no valor do patrocínio aprovado.

Serão descontados do valor total do patrocínio os impostos previstos por lei, em níveis municipal, estadual e federal, conforme tabelas abaixo. As retenções obedecerão às eventuais alterações dessas alíquotas. Não incidirão impostos para Entidades sem Fins Lucrativos, desde que se comprove a isenção nos níveis federal, estadual e/ou municipal.

ALÍQUOTAS DE RETENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA (FEDERAL) – conforme tabela progressiva mensal abaixo reproduzida, para fatos gerados ocorridos no ano-calendário de 2009.

Pessoa Física:
Base de cálculo em R$ Alíquota % Parcela a deduzir do imposto em R$
Até 1.434,59 : Alíquota %: - / Parcela a deduzir do imposto em R$: -
De 1.434,60 até 2.866,70: Alíquota %: 15 / Parcela a deduzir do imposto em R$: 215,19
Acima de 2.866,70: Alíquota %: 27,5 / Parcela a deduzir do imposto em R$: 573,52.

Pessoa Jurídica:
Retenção de 4,8%

Obs.: Empresas optantes pelo SIMPLES NACIONAL não incidirão impostos dessa natureza, mediante apresentação da declaração constante do inciso XI do Art 3º da Instrução Normativa SRF nº 480, de 15 de dezembro de 2004;

ALÍQUOTAS DE RETENÇÃO DO IMPOSTO DE TRANSMISSÃO CAUSA MORTIS E DOAÇÃO – ITCD (ESTADUAL).Proponentes de qualquer natureza (jurídica e física)
- 2% para base de cálculo até 25.000 UFIRCE; e
- 4% para base de cálculo acima de 25.000 UFIRCE.

Valor da UFIRCE em 2008: R$ 2,0883 (Instrução Normativa nº 32/2006, da SEFAZ-CE).
ALÍQUOTAS DE RETENÇÃO DO IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS DE QUALQUER NATUREZA - ISSQN (MUNICIPAL)

Pessoa Jurídica
De acordo com a alíquota do município onde o projeto será realizado.

Observe que este Cavalo de Tróia, que é o Programa BNB de Cultura, foi feito mesmo para não ter a sua finalidade satisfeita e sim para que os burocratas que infestam órgãos e entidades deste país de macunaímas, como hienas (muito bem remuneradas), riam da cara de nós outros mortais. O Cavalo de Tróia, com este item acima, não se espantem não, foi feito destinado às pessoas que labutam com letras e artes. Não, não, não se destina a matemático, físico, estatístico, engenheiro, contabilista, administrador, advogado, bancário, perito contábil, agente da receita federal, fiscais de impostos PeTralhas etc. O alvo é: contista, crônista, poeta, bailarino, ator, diretor, pintor, desenhista, escultor, músico, cineasta, fotógrafo, museólogo, enfim, produtor cultural e artístico. Pessoas que amam, adoram, comem, bebem, dormem todos os dias, noites e madrugadas adentro com cálculos e mais cálculos diabólicos como estes das hienas do BNB apresentados acima.

No meu caso, estava solicitando apenas o patrocínio para a impressão do livro, porque todo ele já está pronto (passou pela pesquisa, redação, revisão, diagramação, ilustração, capa, programação visual. Está, como chamamos, em fase de boneca - modelo - pronto para ir para a gráfica, apenas). Eu não preciso de mais nada, apenas pagar a editora gráfica, como é o caso da Halley, por exemplo, para imprimir o livro, que é isento de impostos. Pois é! Até mesmo porque um país era para se fazer com homens e livros, como queria o Monteiro Lobato. Entretanto, um país é feito, infelizmente, de homens e hienas do BNB.
.
Depois, se os impostos dos PeTralhas já estão previstos em Lei - e Lei se cumpre, a não ser que se queria enfrentar, por exemplo, o artigo 330 do Código Penal, para que diabos esta exigência que fere de morte o moribundo já do desgraçado do produtor cultural e artístico? Respondo: tenho na ponta da língua: Porque hienas burocratas do BNB, podendo atrapalhar, por que não complicar?
..
No meu caso, trata-se de um caso específico, porém as hienas do BNB o igualaram aos demais. O igualaram não, o desigularam diante dos demais. Meu projeto não mereceu sequer ser habilitado para análise de conteúdo. As hienas o devoraram em banquete de podridão bem animalesca mesmo na mesa da tecnicidade servida à base de arrogância e prepotência totais. Digo isso porque, em telefonemas, junto ao setor competente (85 3464 3182 - 85 3464 3242 - 85 3464 3552), além de terem desligado o telefone na minha cara (educadamente, porque as hienas do BNB não fogem à regra dos bons burocratas - são todos bem educados - e metendo o dedo naquele lugar da gente, por trás, por trás mesmo, sem dó nem piedade!), pelas insistências em querer compreender a merda deste Programa BNB de Cultura (que deveria ser da Cultura da Empulhação, do Engôdo, da Humilhação, do Desprezo da Arte pela Arte e não das Artemanhas do hoje, do amanhã e sempre), o que eu mais ouvia era: mas isto está no edital, mas isto está no edital... Cacete, e para que serve a ficha de inscrição? Se este assalto aos nossos bolsos que são os impostos (que alimentam os mensalões e outras PeTralhadas mais) é tão importante assim, deveria estar num campo específico da ficha de inscrição - Deducação dos Importos - dos PeTralhas. Não está. Não está mesmo! Mário de Andrade dizia: todo difícil é fácil, abasta saber. Tente ler um edital, seja de que seja. Eu, que tenho formação jurídica, sofro que só suvaco de aleijado para enteder edital e não entendo, imagine quem é leigo no assunto. Ora, e ainda mais se tratando de pessoas ligadas às letras e às artes que são pessoas desligadas desta avenida larga do Dura Lex Sed Lex.

Pois bem, eu dancei por conta dos impostos dos PeTralhas. Porém, quem perdeu foi o BNB porque não terá a sua logomarca no meu livro, didático, feito em colaboração com o meu irmão historiador Gervásio Santos (Mestre em Educação, em via de Doutorado) e analisado por diversos professores de História do Piauí e dalém terra de Manu Ladino (com seu representante mor índio Wellington Dias no Governo do Estado). O meu livro, que será impresso, custe o que custar, será, com certeza, adotado nas escolas públicas e particulares do Piauí. Ou seja, as hienas do BNB passarão. O meu livro passarinho!

POEMINHA DO CONTRA

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

(Mário Quintana).

Por fim, o ofício, de Fortaleza, datado de 10 de outubro de 2008, só me foi entregue hoje, às 12 horas (da manhã). Por ele fiquei, finalmente, sabendo a razão de não ter tido o meu projeto sequer habilitado para análise de conteúdo. As hienas do BNB, que encontram Dura Lex Sed Lex em tudo por tudo para o gozo animalesco delas (e aqui peço perdão às verdadeiras Hienas), poderiam ter envido este ofício no dia do resultado. Poderiam, de acordo com a Dura Lex Sed Lex, ter me dado prazo Dura Lex Sed Lex para ampla defesa e o contraditório, direitos que estão lá na Dura Lex Sed Lex. Não, as hienas do BNB não podem perder o prato final da sobremesa que é o riso da maldade de saber que, em algum canto, de algum lugar, uma pobre alma penada sofre a decepção de não ter tido sequer a oportunidade de ter tido o seu projeto habilitado para análise de conteúdo.

PS: Estou esperando processo. Quero ir aos Tribunais. Quando terei a oportunidade eu rir meu riso de desprezo nas caras dos Hienas do BNB e de seus representantes legais. Sei que pagarei preço alto, porém, quero ser processado e ir ao Tribunais, custe o que custar.

PS 2: Hienas do BNB, a partir de hoje, me tenham como inimigo do mais Kruel. Minha vingança será malígna!... Vou lançar meu livro na porta de cada agência do BNB, com cartaz e distribuindo panfleto, desmascarando as máscaras das hienas do BNB. Que todas (as hienas do BNB) tenham morte lenta e dolorosa, de preferência por câncer naquele lugar, de onde sai a feze humana.

PS 3: Diversas autores estão dando informação que existem projetos seus, aprovados desde 2005, que não foram executados ainda por conta das armadilhas e dos campos minados alojados na malha fina do Sed Lex Dura Lex das hienas do BNB. É isso, aos vencedores, as batatas machadianas!

PS: Às vezes, quem perde ganha. Eu ganhei o dia de hoje por ganhar mais um inimigo para o meu caderno de inimigos mortais: as hienas do BNB. E tem mais, vou abrir uma conta no BNB só para ter o prazer de fechá-la depois. Eu sou assim: comigo 8 são 80! Ninguém segura um leonino puto de raiva, raiva não, ódio mortal mesmo das hienas do BNB. E chega, que já estou enfartando e não quero servir de carne seca para as hienas do BNB.

(Retirado do Blog Kenard Kaverna, entre sem bater, em 23/10/2008)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

M. DE MOURA FILHO


Foto: Sarah Brito (retirada do blog Vida Noves Fora Zero)

Segunda-feira o bom amigo, ótimo advogado e excelente escritor M. de Moura Filho faz anos. Parabéns, contista! E bola pra frente, que um tarântula é um tarântula é um tarântula...

QUEM É MESMO ESSE TAL DE SOLDA?

É no que dá o nosso Complexo Piauiês de Vira-Latas... Quem é mesmo esse tal de Solda? O cara tem um blog idiota e se acha o rei da cocada preta... Eu, meu caro M. de Moura Filho, é que nunca perdi meu tempo visitando certas porcarias, a não ser quando publicaram uma foto minha, coisa que eu jamais pedi, com o nome errado. Afinal, quem é mesmo esse tal de Solda?

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

terça-feira, 14 de outubro de 2008

DATAS, Ó DATAS!


Que Carolina Xavier de Novaes tenha sido uma boa companheira de Machado de Assis e motivo do seu único poema de valor, vá lá. Agora, transformá-la em co-autora de sua obra é, no mínimo, uma sandice. Aliás, muitas besteiras têm sido ditas por conta desse centenário de morte do Bruxo, principalmente no interior das universidades brasileiras (a UFPI que o diga). A pior talvez seja a repetição cansativa e idiota de que ele foi um realista. Ora, Machado de Assis se fez ATÓPICO em tudo: era e não era ao mesmo tempo e o tempo tempo, daí sua extremada originalidade, daí que "Não tive filhos; não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria" convive sem paradoxo, porque sarcástico, com "a pior tragédia é não nascer". Só falta agora, e parece que não demora, afirmarem-no um otimista! Aí...

domingo, 12 de outubro de 2008

BURREOLOGIA

Disseram os comuni$ta$ que a solução era Estado Máximo e Mercado Mínimo: deu Cuba. Disseram os neoliberai$ que a solução era Mercado Máximo e Estado Mínimo: deu Wall Street. A saída? "Não tive filhos; não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria..."

sábado, 11 de outubro de 2008

VIRA-LATAS

Leio no Blog do Kenard (endereço ao lado) que Affonso Romano de Sant´anna, o antivanguardista atávico, comentou que a literatura piauiense não mais pode viver sem "esse rapaz aí". "Esse rapaz aí" é, pelo que depreendi, o poeta parnaibano Diego Mendes. E nós, mais complexados que vira-latas, ainda ressoamos um comentário que nem se digna a chamar "esse rapaz aí" pelo nome. Mas não estranho: no Curso de Letras da Ufpi, esse senhor ultrapassado tem até fã-clube, encabeçado, diga-se a bem da verdade, não por alunos...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

FEITIÇO CONTRA OS FEITICEIROS...

Os donos da politicagem do Piauí já estão com tudo arquitetado, com derrama e tudo, para as eleições de 2010, isso se não, na maior cara-de-pau, prorrogarem mandatos para além do tempo a que foram eleitos. Só estão se esquecendo de combinar com os eleitores que, às vezes, embora raramente, resitem à derrama...

terça-feira, 7 de outubro de 2008

JUSTIÇA!

Será justíssimo que se anulem as eleições para prefeito (vereador, nem pensar!) de Teresina. Afinal, a maioria do atual alcaide sobre o simpaticíssimo Opus Dei AntiUsodaMáquinaGovernamental foi apertadíssima: 170 votos. Uma diferença, convenhamos, pequeniníssima e, portanto, suspeitíssima. Justiça!

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

EU NÃO AVISEI...


... QUE A COMIDA ESTRAGADA IA FAZER MAL A ELAS?

domingo, 5 de outubro de 2008

INDIGESTÃO...


... é o que esses bichinhos sofrerão hoje com o péssimo cardápio que lhes será servido, a partir das 18h, em Teresina. Aliás, para essa disenteria ocorrer bastava, no menu, a presença de um certo (epa!) candidato ultrassimpaticíssimo, ultraopusdeísta, ultrapopularesco... Veterinários, a postos!

AOS ZÉS-DA-ÉGUA...


... COM MUITO AMOR, TERNURA E PAZ!

sábado, 4 de outubro de 2008

A VOLTA DO ZÉ, O DA ÉGUA!

E não é que o Zé da Égua, que o poeta Émerson Araújo chegou a pensar fosse ele, voltou a visitar o M. de Moura Filho? Agora, quer dar ordem unida aos tarântulas, como se os tarântulas obedecessem a ordem unida, para que votem numa certa (epa!) CANDIDATA OFICIAL dos PeTralhas. Eu, por mim, entre deus e diabo não voto em nenhum: deus tem uma bondade grande demais, que não convence, e o diabo é tão mau, tão mau, que dá pra desconfiar... VOTO FACULTATIVO neles, J. L.!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

terça-feira, 30 de setembro de 2008

CRÁSTINOS INATIVOS

A enquete realizada pelo blog (veja resultado ao lado) revelou o óbvio ululante: os três seguintes integrantes da Geração de 1970 a amortalharem-se no fardão da Academia Piauiense de Letras, ao lado dos seus demais fósseis, são, por ordem alfabética e, não necessariamente, de entrada: Adrião Neto, Cineas Santos e Kenard Kruel.
O Bezerra JP continuará a sonhar acordado com a imortalidade, mas o Sodalício nunca lha concederá. Motivo? O Mausoléu é muito, muito preconceituoso...

domingo, 28 de setembro de 2008

ENSINA ELES, CAETANO!

Peço perdão a C por interromper o que quer que seja que estávamos falando (o que era mesmo? sobre críticas e a imprensa? alguém pensou que era contra São Paulo? jamais: estou muito no Rio mas gosto muito mais de São Paulo sob vários pontos de vista - um dia volto a esse antigo tema): preciso dizer a Lucas Matos que eu nunca escrevi que lingüistas não amam a língua portuguesa - e que quando falei em demagogia eu me referia a determinados argumentos que vi publicados, não a todos os lingüistas. Não preciso ser especialista na disciplina para me manifestar. O que escrevi foi: “Sou apaixonado pela língua portuguesa e por gramática (ao contrário de lingüistas e demagogos em geral, acho o sucesso público de figuras como o professor Pasquali um bom sintoma).” Já li e ouvi de diversos demagogos (alguns eram lingüistas) reações enraivadas à presença pública de Pasquali e outros gramáticos que dão dicas em revistas ou na TV. Diferentemente deles, acho um bom sinal que tal fenômeno tenha surgido e crescido. Não há nenhum charme de falar sobre o que não sei aí. Sei muito bem de tudo isso. Quanto à lingüística propriamente dita, li Saussure (aquelas aulas) no início dos anos 70. Li somente porque os poetas concretos falavam dele, Lévi-Strauss (cujo “Tristes trópicos” me apaixonou em 1968) falava dele, todos falavam de Jacobson, que falava dele. Fiquei maravilhado com a afirmação de que a língua é viva e mutante na práxis dos falantes: a língua é falada, a escrita seria apenas uma notação convencionada a posteriori, como as pautas musicais. Nunca vou esquecer sua observação de que o francês é a única língua ocidental que tem uma palavra cuja grafia não guarda nem um só dos valores fonéticos originais das letras que a compõem: “oiseaux”. Depois, entre muitas outras conversas, observações e leituras, fui nuançando essa visão. Para meu governo (tenho uma vida mental íntima, como todo o mundo, que não se desenvolve para publicar-se: aqui no blog naturalmente essa vida íntima se expõe mais, mas é só uma tênue película - como sói acontecer.). Há já um bom número de anos, fui fazer show em Campinas e um professor da Unicamp me entregou um presente: o livro de uma lingüista, com uma dedicatória bonita (”Para Caetano, com as palavras que me faltam”). O livro era sobre português europeu e português brasileiro. Talvez surjam aqui imprecisões, já que perdi o livro numa das mudanças que se seguiram à minha separação - e muitas vezes o confundo com um outro, de autoria coletiva, chamado “Português brasileiro” (título e expressão que adoro). O da professora era escrito num português excelente e tudo nele me interessava. Mas havia coisas que me ficaram como questões numa discussão que nunca se deu. Por exemplo: ela assumia de uma vez por todas que a segunda pessoa do singular não existe no Brasil. É “você” e acabou. A segunda do plural, então, já tinha morrido antes de o Império terminar. Considerava também como inexorável o desaparecimento futuro das conjugações reflexivas (os verbos pronominais). Ora, eu acho que os gaúchos dizem “tu” a torto e a direito (talvez mais a torto do que a direito); os cariocas conjugam, com muita ginga, verbos na segunda pessoa para enfatizar ironia ou agressividade (”tás me estranhando!”, “tás por fora”, “tens cara de veado” etc.) e usam o “tu” para mostrar informalidade (”tu é gay, tu é gay que eu sei”, o Maracanã grita para alguns jogadores; meu filho de 16 anos diz a seus amigos - e ouve deles - coisas como “tu vai lá e chega na mina.”); os pernambucanos perguntam sempre “viste?” - que muitas vezes eles suavizam para “visse?”; os paraenses conjugam o verbo na segunda pessoa, quando escolhem “tu” em vez de “você” - e muitos deles usam o possessivo na segunda do plural (a um casal ou grupo de amigos perguntam: “esses livros aqui são vossos?”). E, seja como for, todos os brasileiros, inclusive (talvez mesmo principalmente) as crianças entendem as letras das canções de Orestes Barbosa ou de Chico Buarque em que o cantor se dirige à amada na segunda do singular. Não se pode dizer que todas essas pessoas não possuam esses recursos da língua. Muito menos que as estará oprimindo quem lhes explicar como funcionam. Por outro lado, meus amigos baianos e cariocas (inclusive muitos semi-analfabetos) riem dos mineiros (e de alguns falantes do interior de São Paulo) quando eles omitem o pronome dos verbos reflexivos: “paixonei com ela” (em vez de “me apaixonei por ela”), “espera eu aprontar” (em vez de “espera eu me aprontar”), “assustou” (em vez de “se assustou”) etc. Lembro que, no livro, a professora indicava tratar-se de tendências. Mas, além de ela dar valor normativo a essas tendências, o argumento de que qualquer transmissão de conhecimento relativo à tecnologia da língua é opressão era recorrente. Essas eram questões que gostaria de discutir com ela. Mas meu tempo foi sempre escasso - e temi importuná-la e tomar seu tempo. Depois perdi o livro. Volto a pensar nessas coisas (e em outras que encontrei, nascidas das descobertas de Noam Chomsky) sempre que vejo reações públicas de lingüistas a qualquer exposição de paradigma culto. Finalmente, li uma entrevista na Caros Amigos, que me foi enviada por Tuzé de Abreu, de um lingüista que escreveu “A norma oculta”, defendendo o português de Lula contra os preconceitos da “elite”. Eu tenho idéias políticas a respeito. E não preciso me formar em ligüística na Sorbonne para expô-lo. Claro que são argumentos para se discutir. Mas são fortes. Na entrevista do autor de “Norma oculta” (não estou evitando escrever seu nome: simplesmente esqueci, mas faço questão de mencionar o nome do livro, que deve ser lido) há agressões a Pasquali (por parte dele e dos entrevistadores) e a toda idéia de correção ou enriquecimento da fala. E um quase silêncio mórbido sobre a língua escrita. Ora, eu acho que esses arroubos de populismo são em geral um superesnobismo mal disfarçado. Claro que sei que se escrevia “frecha” (até os poetas românticos ainda usavam essa forma) e que , portanto, dizer “TV Grobo” não é exatamente errado. Mas as pessoas que dizem “grobo” são as mesmas que têm vocabulário menor, menos acesso aos conhecimentos, menos poder. Os emergentes brasileiros que, saindo da pobreza para a crescente classe média, desejam aprender com os Pasqualis da vida são os alvos finais da agressão desses lingüistas. Por mais bem intencionados que sejam, estes resultam demagógicos, pois proíbem a troca natural entre os níveis de informação (sendo assim mais contra o dsenvolvimento orgânico da língua do que os gramáticos) e ostentam estar de posse de teorias de ponta. Aliás, naquela longa entrevista de Lévi-Strauss a Didier Eribon, o grande antropólogo diz que começou influenciado pela lingüístca mas que nos últimos anos deixou de interessar-se pelos textos teóricos da disciplina por achá-los muito esnobes e preciosistas. Acho que se tivermos mais brasileiros letrados, melhores escolas, menos pobreza (isto já começa a se dar), o trato com a palavra escrita poderá mudar muitas “tendências”. E é gritante o desleixo pela palavra escrita nesse processo. Sim, me lembro de Saussure. Mas, por exemplo, há “tendências” misteriosas: por que leio hoje nos jornais e nos livros quase sempre “em um” ou “em uma”, em vez de “num” ou “numa”? Será que há uma regra que desconheço? Os falantes que ouço, todos, sempre disseram “o corpo foi encontrado num canto da praça Genral Osório”. Mas os jornais escrevem “em um canto da General Osório”. As moças da TV já dizem preferencialmente “em um”. E já começo a ouvir pessoas de carne e osso dizendo “em uma rua escura” em vez de “numa rua escura”. Será que é regional (como a professora que me mandou o livro toma uma inclinação mineira contra os verbos pronominais como universalmente brasileira, eu estarei tomando uma tendênia baiana a fazer a contração da preposição “em” com o artigo indefinido como regra nacional?)? “Você e tu”, está na minha letra de “Língua”. Odeio ter lido um elogio à decisão do novo traditor de Proust (um Py, aliás bom) de “evitar o lusitanismo “raparigas’” e chamar o título do terceiro volume de “Em busca do tempo perdido” de “À sombra das moças em flor”. Mas quê que é isso? Trata-se de um livro do início do século 20, contando histórias que se passam no século 19, um livro culto, complexo - por que diabos deve-se sacrificar o ritmo e a sonoridade bonita que Mário Quintana encontrou para traduzir “À l’ombre des jeunes filles en fleur” (inclusive mantendo o mesmo número de sílabas e a acentuação no “i” do original)? Só para usar o termo “moça”, vulgar, pesado, e dar a impressão de que escreveu em português brasileiro “natural”, sem “lusitanismo”? Não! Para mim ficou foi sem a beleza de “À sombra das raparigas em flor”. O que isso tem a ver com os lingüistas, a língua falada, a norma culta, a norma oculta, a demagogia e a mania de pensar que o melhor modo de resolver o problema das favelas é destruir o sistema de esgoto de que desfrutam as “elites”? Tudo.
(Texto retirado do Blog de Caetano Veloso: www.obraemprogresso.com.br).

SEMÂNTICA

Não, senhores, pode até parecer, mas "recepcionar" não é o mesmo que "receber". O poeta Francisco Wilson, por exemplo, eu o recebo, se possível bem. Já deusas de carnes e osso, com mais carnes que osso, dessas que aparecem amiúde no blog do Kenard, eu, suditamente, as recepciono (tapete vermelho sob seus pés, ad-miração, vinho para seus lábios...). Viva a feminina língua portuguesa!!!

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

INGRATIDÃO

"Não te irrites se te pagarem mal um benefício: antes cair das nuvens que de um terceiro andar."

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

AVISO PRÉVIO

Ora, não basta um aviso? Ou um aviso POSTERIOR ao fato ainda seria um aviso?

sábado, 20 de setembro de 2008

DEMAGOGIA PEDAGÓGICA ANTIDIGLÓSSICA

Essas demagogias que vicejam pela Ufpi não me enganam, que delas já estou escaldado. Agora querem porque querem fazer de conta que não há, no país, uma DIGLOSSIA, isto é, uma variedade lingüística culta, a mais socialmente prestigiada, em razão mesmo não só de um longa tradição de modalidade escrita, mas também em decorrência da pornográfica desigualdade social brasileira, em convivência mais ou menos tensa com uma variedade popular, usada vernacularmente com total proficiência e eficiência. No entanto, por eles, que se dizem lingüistas, não mais se devem estudar no Curso de Letras, ou fazê-lo apenas opcionalmente, as "regrinhas" da língua legislada, que não tem, para esses gênios, a mesma legitimidade da variante vernacular, já que não vem do povo, mas das elites. Ou seja, por essa esdrúxula tese, esta postagem podia ser, sem problemas, escrita assim:
"Essas demagogia não engana-me, que delas já tou escaudado. Agora querem porque querem fazer de conta que não tem, no país, uma DIGLOSIA, isto é, uma variedade linguistica culta, a mais socialmente prestijiada, em razão mermo não só de um longa tradição de modalidade escrita, mas também em decorrencia da pornografica dezigualdade sociau brasileira, em convivenvia mais ou menas tensa com uma variedade populá, usada vernacularmente com total pro-ficiencia e eficiencia. Entonce, por eles, que se diz lingüistas, não mais se deve estudar no Curso de Letras, ou fazê-lo apenas opicionalmente, as "regrinhas" da língua lejislada, que não tem, para esses genios, a merma lejitimidade da variante vernacular, já que não vem do povo, mas das elite."
Ora, é muita demagogia, não é não? Enquanto isso, são esses os mesmos que aprovam a torto e a direito, não para o povão que tanto falam em incluir, mas para a classe média já incluída, cur$o$ de exten$ão pago$ (inglê$ e e$panhol, por exemplo), realizado$, $em nenhum ri$co de prejuízo ao$ promotore$, na$ dependência$ de uma univer&idade ainda pública, como a Ufpi. É uma lá$tima!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

ELMAR CARVALHO

Os Mausoleus elegeriam para o Mausoléu um fiscal de preços da extinta Sunab? Já um meritíssimo juiz de direito, por acaso também poeta...

domingo, 14 de setembro de 2008

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

NOVA GESTÃO DO CA DE LETRAS

A Chapa "Anjos Tortos" venceu a eleição para a próxima gestão do Centro Acadêmico de Letras Torquato Neto da Ufpi, na verdade uma continuação da anterior, aprovada pelos estudantes, com maioria de 170 votos. Daniel, o novo presidente do CALTNe.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

PREFEITO POR DIREITO DIVINO!

Nazareno Fonteles disse, num programa eleitoral, que Deus o escolheu para ser prefeito de Teresina. Será, por Júpiter!, que a divindade tem tanto mau-gosto assim?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

PULGA GRAMATICAL

"Curso de Espanhol promove mini-curso com Pedro Navarro

A Coordenação do Curso de Extensão em Espanhol, da Universidade Federal do Piauí, promove mini-curso com o professor espanhol Pedro Navarro com a seguinte temática: "Ámbitos, acciones y competencias: nuevos ejes para la enseñanza a partir del Marco Común Europeo y de los niveles de referencia para el español". O evento acontece no dia 18 de setembro, a partir das 18h, no auditório do CCHL." (In: http://www.ufpi.br).

Sem querer dar uma de caçador de pulgas gramaticais, mas já caçando pulgas gramaticais: minicurso se escreve assim, sem hifem. E não me venham dizer que a redação do texto foi da assessoria (ou seria mesmo aceçoria?) de comunicação da Ufpi... Ah, mal nenhum causaria uma vírgula entre "Pedro Navarro" e "com a seguinte...". Pentelho!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

UMA REVOLUÇÃO A CAMINHO?



por M. de Moura Filho

O que leva alguém a amortalhar-se em um fardão senão a soberba? Em todas as gerações há soberbos. Decerto que a pós-69 não é diferente.

Com a eleição de dois integrantes da geração pós-69, mencionados por Airton Sampaio, em postagem que transcrevi, alguém, tresloucado, poderá pensar que se dará na Academia Piauiense de Letras alguma evolução. Tolice. A imortalidade, em uma academia, encerra a vida. Está certo que alguns, antes mesmo de alcançarem a imortalidade, já puseram fim à vida.
Assim, não é somente a soberba, imagino, o que move alguém em busca de uma academia, notadamente as letras. Penso que a ausência de inquietações contribuiu para se perseguir o caminho do Mausoléu, quer dizer, do Sodalício: se ainda houver alguma inquietação, esta decorre, provavelmente, de senilidade.

(Retirado do blog Vidas Noves Fora Zero, de M. de Moura Filho, em postagem de 9/9/2008)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

SE TUDO É GÊNERO, ENTÃO...

"III Enmel promove palestra com Professor Marcello Moreira

A coordenação do Mestrado em Letras, da Universidade Federal do Piauí, convida a comunidade em geral para assistir a palestra intitulada “Dois dedos de prosa - Louvor e Vitupério na sociedade do Rio de Janeiro no Século XIX”, proferida pelo Professor Doutor Marcello Moreira, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), no dia 08 de setembro.
(...)
A palestra incidirá sobre a época do século XIX e repassará em reflexão a fundamentação retórica das letras cultas praticadas na ex-colônia portuguesa até pouco antes do movimento modernista. Os dois tipos de discursos a serem tratados, o louvor e o vitupério (ofensa; insulto), são gêneros consagrados pelas convenções retóricas mais antigas que se conhece.
(...)"
Louvor é gênero? Vitupério é gênero? E se o louvor aparecer num conto o gênero é a prosa ou o louvor? E se o vitupério aparecer num poema o gênero é a poesia ou o vitupério? Socorro, Aristóteles da Grécia!

domingo, 7 de setembro de 2008

GERAÇÃO PÓS-69?

Primeiro, Alcenor Candeira Filho, lá da Parnaíba, vestiu o fardão do Sodalício. Agora, Elmar Carvalho, também lá da Parnaíba, realizou seu sonho de imortalidade. Amanhã, depois da certamente regimental e próxima sessão de panegírico...

sábado, 6 de setembro de 2008

UMA FÁBULA DOS TEMPOS HODIERNOS

“Mas o pelicano e a coruja a possuirão, e o bufo e o corvo habitarão nela; e ele estenderá sobre ela o cordel de confusão e nível de vaidade.” (Isaías 34:11)

Por Emerson Araújo

"A Fábula é uma narrativa alegórica em prosa ou verso, cujos personagens são geralmente animais, que conclui com uma lição moral. Sua peculiaridade reside fundamentalmente na apresentação direta das virtudes e defeitos do caráter humano, ilustrados pelo comportamento antropomórfico dos animais.” Começo o texto com esta conceituação singular sobre a espécie narrativa denominada de fábula para tecer, também, algumas considerações preliminares sobre o belíssimo conto O Corvo publicado no blog da confraria Tarântula por J. L. Rocha do Nascimento recentemente.
O conto O Corvo me chamou atenção pela leveza estilística da narrativa mesmo não trazendo nenhuma novidade experimental na forma de narrar como é do hábito dos atuais contistas que se lê volta e meia. Mas é um belo conto poético onde a força fabular nos remete para o universo humano diversificado, ensinando a todos os seres que respiram que existe um corvo a nos dar as mais dolorosas bicadas, a invadir nossas entranhas, às vezes, lentamente, outras vezes nem tanto. O conto de J. L. Rocha do Nascimento nos coloca diante desta certeza.
Outro aspecto que percebi na seqüência da narrativa de O Corvo foi a construção de imagens alucinantes num jogo verbal morfossintático que engrandece ainda mais a literatura realista fantástica cunhada por um Garcia Marquez. Neste conto percebe-se, ainda, a engenharia frasal que me agrada muito na narração e que o aproxima dos poetas barrocos estilistas das assimetrias em tempos passados. Digo, também, quando não se experimenta na construção da forma literária, deve-se propor mesmo na forma tradicional de contar, poetizar, romancear algo de novo, inusitado. Isso é muito claro em J. L. da Rocha Nascimento e em seu O Corvo, agora. Atrevo-me até mesmo a afirmar um sacrilégio para os outros confrades do Tarântula que João Luiz Rocha do Nascimento carrega nos seus contos a veia literária ibero-americana, encontrada em poetas e narradores singulares como Pablo Neruda, Garcia Lorca, Murilo Rubião, Machado de Assis, Júlio Cortazar, Borges, Nicolas Guillen, Graciliano Ramos e tantos.
Mas volto a insistir, O Corvo antes de ser um exercício de linguagem, é um manancial de ensinamentos para o ser humano. É aqui, seguindo o conceito de fábula/alegoria que o conto de J. L. da Rocha Nascimento se realiza por completo. Deixa-nos aprendizados e algumas reflexões sombrias diante da condição humana dentro de todos os contextos. As bicadas do corvo quando toma posse do cérebro, no conto, nos induz para uma concepção existencial inexorável, a incapacidade de controlar as nossas ações diante das realidades lacrimejantes impostas. As bicadas são metonímias trágicas de dominação, de confusão, violência, hipocrisias, mentiras, vaidades, dissimulações, jogo de interesse, negatividade, falta de criatividade e tantas aberrações que nos são colocadas nos cotidianos diversos em siglas e labirintos inatingíveis. No conto, ainda, o cérebro bicado já não esconde a falta de resistência aos dominadores deste e de outros mundos, basta uma breve reflexão para se perceber esta verdade em todos nós.
Por fim, sem querer vender nenhuma doutrina bíblica de plantão, percebi, na primeira leitura de O Corvo, o tom profético catastrófico e apocalíptico do mesmo e que me remeteu para o profeta Isaías do antigo testamento e sua epígrafe bíblica: “Mas o pelicano e a coruja a possuirão, e o bufo e o corvo habitarão nela; e ele estenderá sobre ela o cordel de confusão e nível de vaidade.” (Isaías 34:11), confirmada na vitória do corvo sobre as nossas pueris resistências, vejamos: “Talvez no dia em que elas cobrirem meu corpo como um manto negro é que irão acreditar em mim, mas aí já terá sido tarde, eu creio. O corvo, impune, baterá asas.”. Infelizmente o corvo mais um vez venceu em lugar do ser humano.

(Texto retirado do blog de Emerson Araújo, postado em 30/8/2008)

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

VIVA WALDICK SORIANO!

!O clássico do brega!

VIVA JAMERSON LEMOS!

!Um pernambucano piauiense!
(Foto retirada do blog do Kenard Kruel)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

NAZARENO Fonteles

Sinceramente, Jesus Cristo merecia uma homenagem dessas?

domingo, 31 de agosto de 2008

CADÊ O CHICO?


Chico Buarque de Holanda! A ditadura militar brasileira viu alma de bigode com a arte desse poeta, que a denunciava a nós e ao mundo. Agora, a ditadura castrista, seguindo com as sandices próprias de qualquer ditadura, encarcerou e, depois da reação internacional, feita de blog em blog, liberou o músico Gorki, da PROIBIDA banda de punk rock Porno para Ricardo. Chico Buarque calado estava, Chico Buarque calado ficou, Chico Buarque calado ficará. Moral da história? Ditadura de direita nunca mais, mas se dita de esquerda... Que coisa feia, seu Pablo Milanez, quer dizer, seu Chico!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

MUTUCAS HEMATÓFAGAS ou OS INCOMODADOS QUE SE COCEM

Por que será que os compositores piauienses gostam tanto de uns clichezinhos? "Eu desanoiteço no seu todo de mulher / Nos verdes de seus olhos de menina / O seu olhar de querubina..." Arre!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

CÂNONE LITERÁRIO

O cânone literário, apesar de provocar calafrios em certos espíritos porras-loucas, existe, feliz ou infelizmente. Dá para conhecer literatura alemã sem Goethe? E a portuguesa sem Camões, Eça, Pessoa e Saramago? E a brasileira sem Machado de Assis, Graciliano Ramos, Guimarães Rosa, Drummond? Pois é, amigos, isso é o tal do cânone, aliás mutável, o cânone, como tudo...

ATÉ PODE SER SE...

Penso que o ensino da literatura brasileira de autores piauienses requer, pelo menos, duas dimensões inter-relacionadas: uma boa HISTORIOGRAFIA DA LITERATURA (que ainda não temos entre nós, mas para praticá-la a regra básica é seguir, na medida do possível, os estilos de época nacionais, sem invencionices ridículas) e uma EFETIVA PRÁTICA ESCOLAR DE LEITURA, baseada num cânone bem elaborado (com competência mas, principalmente, com honestidade intelectual, a fim de não se incluir apenas amigos e se excluir somente inimigos), este subdividido em a) autores e obras canônicas (no caso do Piauí, por exemplo, um H. Dobal e seu Tempo Consequente), b) autores e obras importantes (no caso do Piauí, por exemplo, um Paulo Machado e seu Tá Pronto, Seu Lobo?) e c) autores e obras de livre escolha de professor e alunos, afinal o corpus da LBAP é imenso, aberto e rico. Se se conseguir viabilizar isso, por que não? Agora, por Júpiter!, sem resuminhos (incentivadores da preguiça de ler) nem apostilinhas esquemáticas que levam do nada a lugar nenhum. Se for para ser assim, e para chamar Fontes Ibiapina de vanguardista, é melhor mesmo não piorar mais as coisas...

domingo, 17 de agosto de 2008

TUDO OU O NADA

E agora, Caymmi, Maracangalha existe ou não existe?

EU JÁ SABIA 2

Aqui, a "autoridade" estadual SECOU a Sarah Menezes. Lá, a "autoridade" federal SECOU o Dyego Hypólito. Eu já sabia que ia dar nisso...

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ZÉ DA ÉGUA

O contista M. de Moura Filho, cujo belo blog está com endereço neste MEU pobre blog indicado, tem minha companhia nas duas antipatias que nutre: o PT e o socialismo, especialmente o cubano. Ou uma merda que mantém um "comandante" há cinqüenta anos no poder lá é referêcia de coisa alguma? Queria ver, grande contista, era se os "comunistas" deixariam o Zé da Égua blogar, com liberdade de expressão, a partir de Cuba... E já pensou se por aqui o Lula e sua turma e o WD e sua turma pudessem ficar tanto tempo no poder? Eu, como milhares de cubanos fizeram e sempre que podem ACERTADAMENTE fazem, me mando pra Miami. Caetano, com a sagacidade que lhe é peculiar e sem ser nenhum Quixote, já disse: "mamãe eu quero ir a Cuba, MAS QUERO VOLTAR". Eu nem ir quero. Aliás, indiquei, também neste MEU pobre blog PESSOAL, gostem ou não os comunistinhas de araque, um endereço pedagógico, não me importa se "financiado" ou não pela CIA (como se os "comunas" não adorassem um financiamentozão...): http://todaditaduraehumamerda.com. Abaixo QUALQUER ditadura! Abaixo fascitas e comunistas, duas faces da mesma moeda! E VIVA O ROCK!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

!!!MEDALHA DE OURO...

... nós SOMOS!!! Em Ufanismo... Brasiiiiiiil!!!

sábado, 9 de agosto de 2008

EU JÁ SABIA

Em 21 da março, postei, com o título Maldade..., o seguinte:
"Essas coisas, dizem, existem. Alguém aí lembra que no ano passado o time de futebol do Barras, depois de visitar ´certa´ autoridade, não ganhou mais nada e perdia sempre bem no finalzinho, até mesmo nos acréscimos? Pois é, agora os eternos bajuladores fizeram a mesma sacanagem com essa menina do judô... Está devidamente ´secada´, a pobre."
Bola de cristal? Nada disso, apenas o óbvio ululante: naquela audiência, obra dos áulicos de plantão, a Sarah Menezes foi mesmo, como agora restou provado, "secada" pela "certa" autoridade. Malditos puxa-sacos!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

!REVOLUÇÃO!

Dizem as línguas ferinas que há um nova e moderna Metodologia de Ensino Jurídico em prática nos cursos de direito do país. Afiançam os maldosos que
(1) a freqüencia do futuro bacharel às aulas é facultativa;
(2) a realização de provas pelos crástinos bacharéis é igualmente opcional, mas a quem tiver o desprendimento de as fazer não se lhe pode atribuir nota menor que a mínima;
(3) no final da estafante jornada, conduzida sob a mais ampla liberdade pedagógica, e eis aqui o ponto mais revolucionário da proposta, reúnem-se os formandos numa sala e, todos a postos, atiram-se para cima os diplomas, gritando-se "barata voa?" Quem responder "avoa" e segurar o seu canudo no ar se torna, com louvor, um nóvel bacharel!
O próximo passo, asseguram os maledicentes, é esbravejar mais ainda contra esse tal de Exame de Ordem, instrumento autoritário que comete o absurdo de desconfiar da alta qualidade de uma formação, digamos, superior...
Será verdade?
(Alô, cartunistas: eu sei que uma imagem vale mais que mil palavras...)